São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Zema e Cury convergem contra o STF e concentram críticas em Samara

Debate em São Paulo teve desistências, troca de elogios entre os candidatos e propostas de mudanças no Supremo e na economia.

Cury e Zema trocam elogios, atacam STF e confrontam Samara em debate em SP
Foto: Reprodução

Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) evitaram ataques diretos entre si e concentraram as críticas em Samara Martins (UP) durante debate realizado nesta sexta-feira. Os dois também defenderam mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) e fizeram críticas a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) haviam confirmado presença, mas desistiram de última hora. Lula e Flávio Bolsonaro não confirmaram participação. Transmitido pela internet, o encontro reuniu candidatos que tinham até 1% nas pesquisas da Atlas/Intel: Samara, Cury e Zema.

Propostas para o STF

Zema chamou o Supremo de "tribunal da bandidagem" e defendeu uma reforma no Judiciário. O candidato afirmou ter sido o único chefe de Executivo estadual a protocolar pessoalmente um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.

Cury propôs mandato de oito anos para ministros do STF, além de mudanças na composição e na escolha dos integrantes. Também acusou a corte de atuar como legisladora e atribuiu o desequilíbrio entre os Poderes à fragilidade do Congresso e à interferência do Executivo.

Zema apoiou as propostas e acrescentou idade mínima de 60 anos para ministros, fim das decisões monocráticas e restrições à atuação política de parentes de magistrados na área de atuação deles. Os dois defenderam punições para integrantes do Judiciário envolvidos em irregularidades.

Entre os candidatos, Cury chamou Zema de "meu amigo Zema". O ex-governador também criticou o corporativismo no Judiciário e disse que "parece que eles não colocam para fora aquelas frutas podres".

Críticas a Samara e ao governo

Samara questionou Zema sobre uma política externa que, segundo ela, poderia ser submissa aos Estados Unidos ou à China. Ele respondeu que pretende tirar o Brasil do Brics, fortalecer blocos econômicos e ampliar o número de parceiros comerciais. Também defendeu privatizações.

Na economia, Samara propôs medidas para pequenos empreendedores, redução da jornada de trabalho e combate à pejotização. Cury sugeriu dividir o BNDES para ampliar o atendimento a microempresas.

Ao discutir violência contra as mulheres, Samara criticou o uso de drones na segurança pública e defendeu independência econômica, moradia, renda, creches, lavanderias coletivas e restaurantes populares. Cury respondeu que a segurança deve integrar, equipar e valorizar Polícia Federal, polícias Militar e Civil e guardas municipais.

Zema e Cury ainda criticaram Lula pelo aumento de 15% no Bolsa Família anunciado a 17 dias das eleições. Cury disse que o presidente estaria usando "a dor dos outros para conquistar a Presidência", mas defendeu o reajuste. Zema classificou a medida como eleitoral, apoiou a ampliação do benefício e defendeu uma "porta de saída" do programa.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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