São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mulheres são 52,8% do eleitorado e entram no centro da disputa de 2026

Com 83,8 milhões de eleitoras, o voto feminino concentra a maior parcela do eleitorado e pode definir a corrida pelo Planalto.

Mulheres são 52,8% do eleitorado e entram no centro da disputa de 2026

As mulheres representam 52,8% do eleitorado brasileiro, com 83,8 milhões de eleitoras. Essa maioria coloca o voto feminino no centro da disputa pelo Planalto em 2026, especialmente entre as eleitoras que mantêm a decisão em aberto até as semanas finais da campanha.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta maior concentração desse grupo nas famílias de menor renda, com destaque para o Nordeste e as periferias do Sudeste. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte aparecem entre as metrópoles citadas nesse recorte.

Estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro

As pré-campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PP) direcionam esforços para ampliar ou preservar apoio entre as mulheres. Lula aposta em programas sociais, na defesa do poder de compra e no fortalecimento das redes de apoio familiar. A base mencionada é formada principalmente por eleitoras de menor renda e do Nordeste.

Flávio Bolsonaro concentra a estratégia na redução da rejeição e na mudança de tom. A abordagem inclui diálogo com as eleitoras e foco em segurança pública, empreendedorismo feminino e apoio às pequenas famílias.

As eleitoras de menor renda tendem a manter a neutralidade política por mais tempo, segundo o perfil socioeconômico descrito pelas pesquisas. Por isso, as campanhas priorizam mensagens sobre preços de itens básicos, inflação dos alimentos, serviços públicos essenciais e segurança do orçamento doméstico.

O grupo com renda familiar entre dois e cinco salários mínimos inclui mulheres que atuam no empreendedorismo autônomo e informal. A avaliação dos candidatos, nesse segmento, passa pelo ambiente de negócios local e pela estabilidade financeira do lar. Mulheres pretas e com renda familiar de até dois salários mínimos são apontadas como um núcleo sensível a entregas econômicas e sociais concretas.

Diferença entre eleitorado e representação

O chamado gender gap descreve a divergência estrutural de posicionamento entre homens e mulheres nas urnas. No recorte apresentado, o eleitorado feminino prioriza proteção social, estabilidade econômica diária e rejeição ao radicalismo. Entre os homens, aparecem maior alinhamento com discursos liberais tradicionais e com a pauta de costumes.

Apesar do peso eleitoral, as mulheres seguem sub-representadas nas candidaturas. Elas correspondem a 34,8% das candidaturas registradas no TSE para as Eleições 2026, ante 33,8% em 2022. São 7.134 candidatas, contra 13.362 homens na disputa.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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