São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Como a urna eletrônica é lacrada e auditada nas Eleições 2026

Sistemas são assinados digitalmente, urnas recebem lacres físicos e resultados podem ser conferidos por meio do Boletim de Urna.

Como a urna eletrônica é lacrada e auditada nas Eleições 2026

A urna eletrônica brasileira completa 30 anos nas Eleições 2026 com mecanismos de segurança, auditoria e fiscalização antes, durante e depois da votação. Os sistemas que serão usados foram assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro, em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A lacração dos sistemas ocorre quando os programas usados na eleição recebem sua versão final, uma assinatura digital e resumos digitais. Esses resumos funcionam como uma impressão digital dos arquivos e permitem identificar alterações na versão original. As informações são gravadas em mídias lacradas e armazenadas sob proteção do TSE.

As urnas também recebem lacres físicos produzidos pela Casa da Moeda. Eles são instalados durante a preparação dos equipamentos e permitem identificar eventual abertura ou violação. Nessa etapa, são incluídos o sistema de votação, os dados das candidaturas e as informações do eleitorado. Em Santa Catarina, o procedimento é realizado entre 19 e 28 de setembro.

Fiscalização e auditoria

Partidos, federações, coligações, Ministério Público, OAB, Defensoria Pública, Congresso Nacional e outras entidades previstas em lei podem acompanhar etapas de preparação, auditoria e verificação das urnas e dos sistemas.

A auditoria inclui o Teste de Integridade, a verificação da autenticidade e integridade dos sistemas e a conferência dos resultados pelo Boletim de Urna (BU). No Teste de Integridade, votos previamente registrados em cédulas de papel são comparados com os votos contabilizados pela urna. A verificação de autenticidade confere se os programas instalados correspondem aos que foram oficialmente assinados e lacrados.

Antes do início da votação, a urna imprime a zerésima, relatório que comprova a ausência de votos registrados no equipamento. Ao final, imprime o BU, com a quantidade de votos de cada candidato e partido, além dos votos brancos e nulos. Uma via pode ser afixada em local visível na seção eleitoral, e os dados também ficam disponíveis para consulta nos canais da Justiça Eleitoral.

Código-fonte e transmissão

O código-fonte, formado pelas instruções e comandos dos programas, pode ser inspecionado por entidades fiscalizadoras habilitadas pela Justiça Eleitoral, como partidos políticos, Ministério Público, TCU, Polícia Federal, universidades e outras instituições. Para as Eleições 2026, a análise ocorreu antes da lacração dos sistemas.

A urna não é conectada à internet durante a votação. Depois do encerramento, os dados são gravados em uma mídia de resultado e transmitidos por equipamentos e sistemas específicos da Justiça Eleitoral.

A urna eletrônica começou a ser adotada nas eleições brasileiras em 1996, após ser idealizada em Brusque, cidade de Santa Catarina. A partir de 2000, todos os municípios passaram a usar a votação eletrônica.

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou, a partir de 2021, uma auditoria sobre segurança, transparência, fiscalização e auditabilidade do sistema eletrônico de votação. Nas etapas concluídas antes das Eleições 2022, não foram identificados riscos relevantes ao funcionamento das eleições. Em uma verificação posterior, o tribunal comparou cerca de 5,8 milhões de informações de 4.161 Boletins de Urna do primeiro turno e não encontrou divergências.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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