São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Tarcísio sinaliza proximidade com o Novo após saída de Salles ao Senado

Governador disse querer o partido mais próximo do Palácio dos Bandeirantes em um eventual segundo mandato, sem prometer cargos.

Tarcísio sinaliza proximidade com o Novo após saída de Salles ao Senado

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sinalizou uma aproximação maior com o Partido Novo após Ricardo Salles desistir da candidatura ao Senado por São Paulo. Em café da manhã nesta segunda-feira, 28, Tarcísio afirmou que gostaria de ter a legenda mais próxima do Palácio dos Bandeirantes em um eventual segundo mandato, mas não ofereceu cargos.

A conversa reuniu o ex-ministro do Meio Ambiente, dirigentes do Novo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). O encontro ocorreu no comitê de campanha do governador, depois de uma articulação conduzida diretamente por Tarcísio e Salles. Os dois haviam conversado ao longo da última semana e combinaram a reunião no sábado, 26.

Na avaliação de pessoas presentes, a declaração abriu a possibilidade de o Novo integrar o secretariado no futuro. Um integrante do partido, porém, demonstrou ceticismo sobre essa hipótese, embora não a tenha descartado. O tema deve voltar a ser discutido depois da eleição.

Questionado sobre a possibilidade de Salles virar secretário, Tarcísio afirmou que a aliança firmada era de “propósito” e de “projeto”. O governador também elogiou o Novo e seus integrantes, além de defender a unidade do grupo neste momento.

Votos da direita

A justificativa apresentada por Tarcísio e Salles para a desistência foi a necessidade de concentrar forças nas candidaturas de Derrite e André do Prado. O objetivo seria evitar a eleição de Simone Tebet (PSB) ou Marina Silva (PSB) para ao menos uma das duas vagas em disputa.

A avaliação do grupo é que a permanência de Salles dividiria os votos da direita e aumentaria as chances de vitória das ex-ministras de Lula (PT). Salles aceitou o argumento, mas informou que não gravaria vídeos pedindo apoio a Prado.

Durante a campanha, Salles havia apresentado Prado como candidato do Centrão e se colocado como representante da “direita raiz”. Também chamou o deputado de “marionete” de Valdemar Costa Neto (PL), presidente do partido.

Após a desistência, Derrite divulgou um vídeo em que Salles afirmou que ele seria um “grande senador”. O ex-ministro mencionou a existência de uma segunda candidatura ao Senado, mas não citou André do Prado. Salles disse que tomou a decisão pensando no Brasil e no Estado e declarou que os candidatos ao Senado teriam a responsabilidade de derrotar o PT nas eleições.

No levantamento do Datafolha divulgado na semana passada, Salles tinha 4% das intenções de voto. Marina aparecia com 15%, Tebet com 14%, e André do Prado e Guilherme Derrite tinham 12% cada.

Parte do grupo de Tarcísio avalia que Salles também considerou o desempenho nas pesquisas. Um aliado próximo do governador afirmou, reservadamente, que o ex-candidato sabia que não venceria e buscou uma saída para ajudar o campo conservador.

A desistência foi interpretada por bolsonaristas como uma reaproximação de Salles com o grupo. Ele havia deixado o PL em 2024, depois que o partido decidiu apoiar a reeleição de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo, em vez de lançá-lo.

Apesar da reaproximação, aliados de Nunes consideram remotas as chances de Tarcísio apoiar Salles na disputa municipal em 2028. O grupo ainda não definiu o candidato, enquanto Nunes demonstra preferência por Sidney Cruz, ex-secretário de Habitação e candidato a deputado federal pelo MDB.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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