São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Centro-esquerda vence na Suécia por três cadeiras e inicia busca por coalizão

Magdalena Andersson terá de conciliar divergências entre aliados após Ulf Kristersson reconhecer a derrota e deixar o cargo de primeiro-ministro.

Centro-esquerda vence na Suécia por três cadeiras e inicia busca por coalizão

A oposição de centro-esquerda venceu as eleições legislativas na Suécia por uma margem estreita, com 176 cadeiras contra 173 do bloco de direita liderado pelo primeiro-ministro em fim de mandato, Ulf Kristersson. A diferença foi de cerca de 50 mil votos.

Kristersson reconheceu a derrota após a conclusão da apuração e anunciou sua demissão nesta quinta-feira (17/09). A decisão abriu as negociações para a formação do próximo governo. O político de 62 anos ainda poderia tentar uma coalizão se a esquerda não conseguir avançar, mas precisaria encontrar novos parceiros.

Negociações no bloco vencedor

A líder social-democrata Magdalena Andersson, de 59 anos, busca voltar ao comando do governo desde que deixou o poder, em 2022. Para isso, terá de aproximar o Partido de Esquerda e o Partido do Centro, que mantêm posições conflitantes sobre a composição do Executivo.

Os centristas rejeitam a presença de ministros de esquerda no governo. Já os esquerdistas exigem participação na administração. Andersson também não demonstra disposição para incluir o Partido de Esquerda. Durante a campanha, declarações consideradas antissemitas atribuídas a parlamentares da legenda foram divulgadas pelo diário Expressen.

A social-democrata afirmou aos apoiadores estar pronta para governar a partir de domingo: “Se isso (os resultados) se confirmar, então a Suécia terá um novo governo”.

Direita perde apoio

A aliança entre a direita e a extrema direita perdeu o pleito, mas continua com possibilidade de influenciar as negociações. O Partido do Centro, alvo de uma tentativa de aproximação por parte de Kristersson, não quer integrar um governo que dê cargos ministeriais à extrema direita.

O recuo dos Democratas da Suécia (SD) foi um dos principais resultados da eleição. Pela primeira vez desde a entrada no Parlamento, em 2010, o partido perdeu participação: caiu de 20,5% dos votos em 2022 para 17,5%. Com isso, a direita moderada de Kristersson voltou a ser a segunda maior força política do país.

A apuração foi concluída apenas nesta quinta-feira. Cerca de 300 mil votos do exterior e da votação antecipada ainda precisavam ser contabilizados, o que adiou a divulgação dos resultados, normalmente anunciados na noite de quarta-feira.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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