WASHINGTON — Eduardo Bolsonaro afirmou, durante compromissos na capital dos Estados Unidos nesta quinta-feira (17/09), que uma eventual vitória de seu irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), poderia ser questionada por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
A hipótese apresentada pelo ex-deputado é de que uma contestação ao resultado abriria espaço para novas medidas do governo dos Estados Unidos contra ministros da Corte. Eduardo também disse que os norte-americanos poderiam deixar de reconhecer o resultado eleitoral brasileiro e aplicar sanções individuais a magistrados.
A declaração ocorreu durante a atuação de Eduardo nos Estados Unidos em defesa de punições contra integrantes do STF. Ele mencionou a Lei Magnitsky e afirmou que eventuais sanções dependem das autoridades norte-americanas.
Sanções e eleição
Eduardo esteve em Washington acompanhado do empresário Paulo Figueiredo. Os dois disseram manter contatos com integrantes do Departamento de Estado e da Casa Branca, mas não informaram quem seriam os interlocutores.
Ao comentar divergências recentes entre ministros do STF, Eduardo levantou a possibilidade de que uma eventual eleição de Flávio fosse interpretada por integrantes da Corte como um ato de golpismo. A avaliação foi apresentada como uma possibilidade pelo próprio ex-deputado.
Alexandre de Moraes havia sido incluído em sanções americanas em 2025, mas a medida deixou de vigorar depois. Até esta quinta-feira (17/09), o governo dos Estados Unidos não havia anunciado novas punições contra ministros brasileiros relacionadas ao episódio citado por Eduardo.
As declarações ocorreram a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 4 de outubro. Não havia indicação de que o STF tivesse anunciado medida para rejeitar previamente um eventual resultado favorável a Flávio Bolsonaro. A contestação mencionada por Eduardo não correspondia a uma decisão anunciada pelo Supremo ou pela Justiça Eleitoral.




