Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, afirmou que derrotar o Centrão é uma das principais tarefas de seu partido. Durante sabatina, ele classificou o grupo como uma anomalia da política brasileira e disse que a vitória do Missão representaria também uma vitória da democracia no país.
Na área fiscal, Santos voltou a defender a desvinculação dos pisos da saúde e da educação. Segundo ele, a medida permitiria maior controle das contas públicas, ampliaria a capacidade de o governo elaborar o orçamento e elevaria os investimentos. O candidato associou esse processo ao aumento da riqueza geral e do poder de compra.
Santos também disse que sua proposta não prevê manter inalterado o modelo do salário mínimo. A mudança, afirmou, estaria nos gatilhos automáticos usados para reajustar benefícios vinculados ao piso.
Segurança, Judiciário e Banco Central
O candidato declarou ser pessoalmente favorável à pena de morte, mas afirmou que o tema não seria trabalhado em um primeiro mandato. Questionado sobre ser radical, negou e disse se considerar uma pessoa sensata.
Em respostas rápidas, Santos defendeu uma dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro, a alteração completa do foro privilegiado e o fim da reeleição. Ele também se posicionou a favor da autonomia do Banco Central.
Santos descartou apoiar Flávio Bolsonaro ou Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. Disse que não trabalharia com a hipótese de se juntar a nenhum dos grupos políticos dos adversários, que classificou como corruptos.
Sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, afirmou que os fatos poderiam alterar a dinâmica eleitoral nas próximas duas semanas. Santos disse ainda que não reconhece Alexandre de Moraes como legítimo após revelações sobre um suposto envolvimento do ministro com o Banco Master. Para o candidato, Lula seria o mais afetado pela crise, embora tenha acrescentado que seria necessário aguardar o que surgiria em relação a Flávio.



