São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Relatório da PF aponta divergências sobre investigação de Lulinha

Documento classifica como frágeis elementos contra Fábio Luís Lula da Silva e recomenda apuração sobre o nome da Operação Elli.

Relatório da PF aponta divergências sobre investigação de Lulinha

Um relatório de inteligência da Polícia Federal aponta divergências internas na investigação que envolveu Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento critica a produção de análises sobre Lulinha, classifica como frágeis os elementos que o relacionaram a desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e recomenda levar à Corregedoria a escolha do nome Operação Elli.

O relatório foi produzido por uma unidade ligada à Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq) e enviado inicialmente ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O documento se define como sem valor probatório e afirma que não pode ser usado para atribuir acusações de infrações. Também informa que parte dos dados tem confiabilidade baixa ou moderada por depender de relatos verbais.

A análise questiona um relatório sobre as menções a Lulinha e as viagens dele com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo o documento, Lulinha ainda não era formalmente investigado, e a inclusão da análise nos autos criou risco reputacional.

A fase da Operação Sem Desconto que levou à busca e apreensão contra Roberta Luchsinger foi chamada internamente de Operação Elli, pronunciada como a letra L. Para o relatório, o nome poderia indicar referência indevida a Lulinha. A conclusão recomenda identificar quem escolheu a denominação, verificar a existência de norma interna e, se confirmada a codificação de uma pessoa não investigada, encaminhar o caso à Corregedoria da PF.

Mudança na coordenação

O relatório também registra tensões após a troca, em maio, da coordenação da Operação Sem Desconto. O caso saiu da Coordenadoria de Repressão a Crimes Fazendários (Cgfaz) e foi transferido para a Coordenadoria de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro (Cgrc), com mudança no delegado responsável.

Os novos coordenadores passaram a questionar medidas adotadas pelos delegados dos inquéritos. O documento afirma que a autonomia dos investigadores foi reduzida por um crivo jurídico e investigativo. Também registra insinuações de que a mudança teria como objetivo matar a Operação Sem Desconto.

Apesar da classificação inicial como frágil, informações obtidas no celular de Roberta Luchsinger levaram a PF a apontar indícios de que ela intermediava negócios de empresários com o governo federal e mantinha uma sociedade oculta com Lulinha. A PF pediu a abertura de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência e indicou que Roberta poderia bancar despesas do filho do presidente com recursos de contratos firmados por empresários interessados em negócios com o governo federal.

A defesa de Lulinha divulgou nota afirmando que o relatório reforçava suspeitas de direcionamento da investigação e defendeu o arquivamento das suspeitas contra ele.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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