A bancada do PT na Câmara dos Deputados contestou a decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues. O posicionamento foi divulgado nesta terça-feira (8).
Em nota, os parlamentares afirmaram que Mendonça interferiu nas atribuições do Poder Executivo e atuou politicamente para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O partido também sustentou que há impedimento legal para o ministro analisar fatos nos quais se considera parte atingida.
“Não cabe a um ministro do Supremo, por decisão individual, reorganizar a cúpula de um órgão do Executivo”, afirmou a bancada. Os deputados disseram que o afastamento pretende constranger investigações relacionadas ao caso do Banco Master que atingem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A medida também alcançou o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Mendonça alegou suposta espionagem contra seu gabinete e afirmou ter identificado seis relatórios internos, produzidos em agosto, sobre sua atuação e seus contatos com o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A 2ª Turma do STF formou maioria para referendar os afastamentos, mas a análise foi suspensa após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Em solidariedade a Andrei Passos Rodrigues, onze coordenadores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição.



