SÃO PAULO — O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) informou nesta terça-feira, 15, que protocolou na Justiça Eleitoral a troca de Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na candidatura à Presidência da República. Avalanche era candidato a vice e preside nacionalmente a legenda; com a mudança, passa a liderar a chapa.
O pedido foi apresentado na segunda-feira, 14, último dia do prazo para substituição de candidaturas, e aparece no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o status de “concorrendo”. O PRTB afirmou que manterá a candidatura presidencial, agora com Silvia Hellen da Silva Pereira como candidata a vice-presidente.
A alteração ocorreu após o TSE rejeitar por unanimidade, na sexta-feira, 11, o registro de Marçal. A Procuradoria-Geral Eleitoral apontou que o empresário não comprovou filiação ao PRTB dentro do prazo previsto na legislação. Segundo o órgão, ele ainda aparecia como filiado ao União Brasil em abril, quando terminou o período permitido para a mudança partidária.
Marçal havia registrado a candidatura minutos antes do fim do prazo, em agosto. A filiação ao PRTB ocorreu depois que uma liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo autorizou sua saída do União Brasil e a entrada na nova legenda.
Avalanche disse que assumiu a candidatura em decisão conjunta com Marçal. “Lutamos até o último minuto para manter o Pablo na disputa”, afirmou. O presidente do PRTB acrescentou que os dois decidiram continuar o projeto com seu nome.
O advogado de Marçal, Tassio Renam, classificou a decisão judicial como injustiça e mencionou a existência de uma determinação para a filiação retroativa do empresário ao PRTB. Também citou a suspensão do sistema Filia após problemas relacionados ao Partido Missão e à filiação indevida de Flávio Bolsonaro.
Em fevereiro de 2025, Marçal recebeu da Justiça Eleitoral uma condenação que o tornou inelegível por oito anos, por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições de 2024, quando disputava a Prefeitura de São Paulo. Uma das decisões foi revertida em agosto deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).




