São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Relatório da PF questiona versão de Flávio sobre fundo de filme

Investigação aponta que o Havengate ficou inoperante até receber US$ 2.000.000 ligados à produção de “Dark Horse”.

Relatório da PF sobre “Dark Horse” contraria versão de Flávio

O relatório da Polícia Federal sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, aponta divergências em relação à versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro. A investigação afirma que o fundo norte-americano Havengate ficou sem atividade operacional até receber recursos ligados ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O documento, cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na 6ª feira (11.set.2026), registra que o Havengate foi criado em 2020 nos Estados Unidos e recebeu o primeiro repasse em fevereiro de 2025. A transferência, de US$ 2.000.000, teria sido feita pela Entre Investimentos para financiar o filme.

A PF descreve o fundo como “juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase 4 anos”. Segundo o relatório, a remessa ocorreu em 13 de fevereiro de 2025. As investigações indicam ainda que a Entre Investimentos realizou repasses de Vorcaro para o veículo financeiro norte-americano.

Versão apresentada por Flávio

Em entrevista realizada em maio, Flávio afirmou que o Havengate havia sido criado exclusivamente para a produção cinematográfica. Também disse que escolheu o fundo porque seu administrador, Paulo Calixto, era advogado de imigração de Eduardo Bolsonaro e pessoa de confiança do irmão.

O relatório, porém, afirma que o fundo havia sido originalmente criado para fins imobiliários e estava sem operação imobiliária ativa. Para a PF, a reativação nessas condições, seguida do uso em remessas internacionais relacionadas a um filme, justifica investigar se o perfil do veículo era compatível com a destinação declarada dos recursos.

Documentos liberados com a retirada do sigilo incluem uma manifestação da Procuradoria Geral da República. O órgão afirma que Eduardo Bolsonaro “orientou” os recursos nos Estados Unidos. Flávio e Eduardo foram procurados para comentar o relatório, mas não responderam até a publicação.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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