São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Partidos destinaram R$ 21,6 milhões a 20 candidatos sob suspeita

Nove legendas repassaram recursos públicos a candidatos apontados pelo Ministério Público Eleitoral ou pelos TREs por vínculos com grupos criminosos.

Partidos destinaram R$ 21,6 milhões a 20 candidatos sob suspeita

Nove partidos distribuíram ao menos R$ 21,6 milhões em recursos públicos para campanhas de 20 candidatos apontados pelo Ministério Público Eleitoral ou pelos Tribunais Regionais Eleitorais por suspeitas de vínculo com facções, milícias, jogo do bicho, grupos locais ou a chamada “milícia de gravata”.

Os candidatos podem continuar usando os valores enquanto o Tribunal Superior Eleitoral analisa recursos contra decisões que indeferiram registros. O União Brasil aparece com cinco nomes no levantamento; MDB e PRD têm três cada; PP, PSDB e Podemos, dois cada; Avante, PT e Republicanos, um cada.

Maiores repasses

O maior valor foi destinado ao ex-senador Cícero Lucena (MDB), candidato ao governo da Paraíba: R$ 5 milhões do fundo eleitoral. A Justiça Eleitoral paraibana deferiu o registro, questionado pela Procuradoria sob alegação de vínculo com o crime organizado. O Ministério Público recorreu ao TSE, e os motivos do questionamento estão sob sigilo.

A defesa afirmou que o candidato não responde a processo criminal e que não foi alvo de medida preventiva relacionada a facções. O diretório do MDB na Paraíba declarou que respeitará decisões definitivas, mas não fará julgamentos antecipados.

No Rio de Janeiro, Marcos Dias (Podemos), candidato ao Senado, recebeu cerca de R$ 4 milhões. O TRE deferiu o registro, apesar de questionamentos relacionados a suspeitas de fraudes na saúde durante o governo Wilson Witzel. A Procuradoria avalia se recorrerá.

O presidente do União Brasil, Antonio Rueda (RJ), candidato a deputado federal, recebeu cerca de R$ 3 milhões. O TRE do Rio autorizou a candidatura no dia 22. O Ministério Público havia apontado relação com integrantes da milícia na Baixada Fluminense, alegação negada por Rueda.

Em São Paulo, Ney Santos (Republicanos), ex-prefeito de Embu das Artes, recebeu R$ 2,4 milhões dos fundos eleitoral e partidário. A Procuradoria o vinculou ao PCC, mas o TRE deferiu o registro. O tribunal afirmou que seria necessária condenação por órgão colegiado para impedir a candidatura.

Clébio Jacaré (União Brasil-RJ), candidato a deputado federal com registro indeferido, recebeu R$ 1 milhão e aplicou R$ 100 mil em uma empresa da qual é sócio. A Procuradoria afirma que ele participou de fraudes em licitações na Prefeitura de Itatiaia.

Posição dos partidos

O financiamento eleitoral é majoritariamente público. Em 2026, o fundo eleitoral foi estipulado em R$ 4,96 bilhões, enquanto o fundo partidário soma R$ 1,43 bilhão, pago em parcelas mensais.

O União Brasil disse que aguardará a decisão do TSE e que não houve determinação expressa proibindo os repasses. O Podemos afirmou que manterá as candidaturas enquanto houver possibilidade jurídica de discutir os registros. O MDB declarou ter vetado candidaturas de pessoas já condenadas.

O presidente do PP-RJ, deputado federal Dr. Luizinho, afirmou que o partido expulsará Mariana de Souza e que não houve repasse da legenda para a campanha. Os demais partidos não responderam.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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