SANTA CATARINA — Candidata a vice-governadora de Santa Catarina pela Unidade Popular (UP), Nathália Melo defende a participação direta da população nas decisões do governo e o fim da escala 6×1. Ela integra a chapa com Laís Chaud nas Eleições 2026.
Diarista, ex-vendedora e maquiadora, Nathália tenta um cargo eletivo pela primeira vez. Ela coordena a Frente Negra Revolucionária e participa do Movimento de Mulheres Olga Benário. Sua atuação política, afirma, é voltada à organização de trabalhadores negros, mulheres vítimas de violência e pessoas afetadas por assédio e despejo.
A candidata diz que decidiu disputar a vice-governadoria porque as mulheres, apesar de chefiarem milhões de lares, continuam expostas à violência. Em Santa Catarina, foram registrados 51 feminicídios consumados em 2024 e 52 em 2025, segundo os números citados por ela.
Participação popular
Caso a chapa seja eleita em 4 de outubro, Nathália afirma que pretende criar Conselhos Populares em cada região do estado. Esses órgãos, segundo a candidata, ajudariam a definir o orçamento, os investimentos e as melhorias necessárias em bairros, comunidades, escolas e serviços de saúde.
Ela também diz que pretende percorrer Santa Catarina para garantir a participação da população em decisões sobre obras, políticas para mulheres, transporte, creches e moradia. Para Nathália, a vice-governadoria não deve ser um cargo apenas institucional.
Entre as prioridades apresentadas estão creche pública integral, restaurante, lavanderia e moradia popular; casas-abrigo, Delegacias da Mulher 24h e políticas de emprego para mulheres em situação de violência; frentes emergenciais de trabalho com carteira assinada e salário digno; e serviços públicos de saúde e educação sem terceirização e sem organizações sociais.
Nathália afirma que sua eventual atuação em uma secretaria dependeria de uma decisão da UP, mas diz que a candidatura não tem como objetivo ocupar um cargo específico. Ela também sustenta que a unidade da chapa será garantida pelo programa comum do partido.
A UP, de acordo com a candidata, tem 17 candidaturas a governos estaduais, das quais 12 são de mulheres. A chapa à Presidência é formada por Samara Martins e Raquel Brício, também apresentadas como mulheres trabalhadoras.



