São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Movimento pró-Lula reúne servidores, Pontos de Cultura e rede privada de sites

Grupo liderado por João Paulo Mehl promove ações eleitorais, mas afirma não ter vínculo com a campanha oficial nem com o governo.

Movimento pró-Lula reúne servidores, Pontos de Cultura e rede privada de sites

O Movimento Cultura com Lula organiza ações online e presenciais em todos os Estados em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estrutura é liderada por João Paulo Mehl, do PT do Paraná, e tem a participação de servidores do Ministério da Cultura e de integrantes dos Pontos de Cultura.

A iniciativa usa a infraestrutura tecnológica da Rede Livre, rede privada que reúne mais de 1300 sites no Brasil e em outros 10 países da América Latina. O grupo também envolve empresas como a Ethymos, de Mehl. O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, aparece como coordenador-geral do movimento, enquanto Roberta Malvão, coordenadora-geral dos escritórios estaduais da pasta, também participa.

As páginas e os perfis usados pelo movimento não estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nem aparecem na prestação de contas oficial. A legislação exige a declaração de sites oficiais utilizados por candidatos e o detalhamento dos serviços prestados, inclusive quando voluntários.

Os organizadores dizem que a mobilização é espontânea, voluntária e sem relação com os projetos financiados pelo governo federal ou com a campanha oficial. A assessoria da campanha afirmou que o movimento não integra a campanha de Lula. Mehl declarou que é direito de todo brasileiro atuar politicamente e classificou a iniciativa como aberta e democrática, sem vínculo institucional ou remuneração.

O Ministério da Cultura afirmou ter orientado os agentes públicos a cumprir a legislação eleitoral e negou o uso da estrutura da pasta em atividades político-eleitorais. A pasta também disse que servidores podem se manifestar e participar da política em caráter pessoal.

Os Pontos de Cultura chegaram a 17 mil no atual governo, segundo o ministério, e receberam R$ 240 milhões só no ano passado. Em mobilizações de rua, militantes usaram faixas com os dizeres “pontos de cultura com Lula”.

Estrutura e financiamento

Mehl é fundador e dono da ONG Coletivo Soylocoporti, que recebeu R$ 3,4 milhões do Ministério da Cultura e R$ 2,3 milhões do Ministério das Cidades desde 2023. A entidade coordena o Comitê de Cultura do Paraná. O contrato inicial com o Ministério da Cultura era de R$ 2,6 milhões e recebeu aditivo de R$ 1.024.747,62, válido até fevereiro de 2027.

O site do movimento está registrado em nome de Mehl e de Michel Fonseca Ferreira, integrante do Comitê de Cultura do Paraná. O código-fonte usa a infraestrutura da Rede Livre. Mehl não detalhou despesas, quantidade de pessoas ou serviços subcontratados e afirmou que as atividades são voluntárias.

No dia 14, Rosângela da Silva, a Janja, participou de um evento virtual do movimento, visto por mais de 21 mil pessoas. A transmissão pediu votos para Lula e convocou ações para conquistar eleitores fora da base petista. O grupo também oferece materiais para camisetas, conteúdos para redes sociais e organiza grupos de WhatsApp.

Para o próximo dia 26, o movimento convocou mobilizações em bares, praças, cafés, livrarias, restaurantes, espaços culturais e coletivos de todo o país.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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