São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Milton Leite mantém influência política após sete mandatos em São Paulo

Ex-vereador é alvo de operação sobre suposta infiltração do PCC no transporte paulistano e nega ser dono da Transwolff.

Milton Leite mantém influência política após sete mandatos em São Paulo

Ex-vereador de São Paulo, Milton Leite (União) é alvo de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga uma suposta infiltração do PCC no transporte paulistano. A decisão judicial que autorizou a ação afirma que ele seria “o dono de fato” da Transwolff, acusada de lavar dinheiro para a facção. A empresa nega a acusação.

Leite foi vereador por sete mandatos, entre 1997 e 2024, e presidiu a Câmara Municipal em 2017 e 2018 e de 2021 a 2024. Ele deixou o Legislativo ao decidir não disputar novo mandato. Foi o presidente mais longevo da Casa desde a redemocratização, com seis anos no comando.

Atuação política

Embora não esteja mais no dia a dia da Câmara, Leite continua atuando politicamente. Em novembro de 2025, convocou parlamentares de sua bancada para defender que o afilhado, Silvão Leite (União), assumisse a presidência da Casa. Em dezembro, Ricardo Teixeira (União), alinhado ao prefeito, foi reeleito para o posto.

A atuação de Milton Leite tem como principal eixo a zona sul da capital. Em junho de 2025, a Assembleia Legislativa de São Paulo concedeu a ele o Colar de Honra ao Mérito Legislativo. A homenagem reconheceu contribuições em preservação de mananciais, desenvolvimento urbano e habitação, com foco em regiões periféricas, sobretudo na zona sul.

Na cerimônia, Leite mencionou sua origem como vendedor de pão no M’Boi Mirim e defendeu a importância da palavra na vida pública: “A carreira política deve ser pavimentada por uma coisa muito importante: a palavra.”

Investigação e defesa

O nome do ex-vereador também aparece em um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar sobre supostas conexões com policiais presos por atuar na escolta particular de dirigentes da Transwolff. Em uma mensagem enviada a Cícero de Oliveira, diretor da empresa, o sargento Nereu Aparecido Alves chamou Leite de “chefe”. Em fevereiro, o ex-vereador afirmou que não conhecia o policial e que ele nunca trabalhou em sua escolta.

Depoimentos apontam que a segurança dos dirigentes da empresa era coordenada pelo capitão Alexandre Paulino Vieira, que trabalhava na Assessoria Policial Militar da Câmara desde outubro de 2014. Em interrogatório realizado no dia 4 de fevereiro, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezario disse acreditar que o capitão havia sido indicado para a função por Milton Leite.

A Corregedoria também registrou “estreitas ligações” entre Leite e o capitão, relacionadas ao período em que ele atuou no Legislativo municipal. O ex-vereador negou ter indicado policiais para trabalhar na empresa e afirmou que manteve o capitão no cargo após ele ter permanecido na Câmara durante outras duas gestões.

Leite disse estar fora de São Paulo e negou que esteja foragido. Afirmou que pretendia se entregar em 24 horas, após se organizar com os advogados. Também negou conhecer integrantes do PCC e rejeitou ser proprietário da Transwolff. “Nunca tive um carro”, declarou, ao questionar como poderia ser dono de um grupo com 600 cooperados.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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