NOVA YORK — Lula não tem reunião prevista com Donald Trump durante sua passagem pela cidade, em um momento delicado da relação entre Brasil e Estados Unidos. Auxiliares do presidente calculam que um encontro seria difícil, embora os dois possam conversar nos bastidores da ONU, como ocorreu no ano passado.
A agenda presidencial inclui reuniões nesta segunda-feira (21) com o senador Bernie Sanders, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. O encontro com Mamdani foi solicitado pelo próprio prefeito.
Lula está em Nova York para participar da Assembleia-Geral da ONU. O presidente fará o discurso de abertura na terça-feira (22), logo pela manhã. A previsão é que ele volte ao Brasil depois da fala, para seguir em agenda eleitoral para o pleito do próximo dia 4.
Agenda reduzida
O presidente chegou à cidade no início da noite deste domingo (20) e permanecerá nesta segunda-feira na residência do representante do Brasil na ONU, segundo seus aliados. Lula teria recebido cerca de 30 pedidos de encontros com diferentes líderes, mas confirmou apenas alguns.
Sanders é um aliado de longa data de Lula. Em 2016, o senador se opôs ao impeachment de Dilma Rousseff, que chamou de golpe. Em junho de 2019, defendeu a libertação de Lula e a anulação das acusações contra ele.
Depois que Lula deixou a prisão, em novembro de 2019, Sanders telefonou para o presidente. Os dois também se encontraram no início de 2023, durante uma visita oficial de Lula a Washington.
Nos últimos anos, Sanders defendeu eleições livres e justas no Brasil e criticou campanhas de desinformação da extrema direita. Em 2022, afirmou que os Estados Unidos deveriam romper a relação com o Brasil caso Jair Bolsonaro não respeitasse o resultado das eleições.
Orsi é um dos últimos aliados de esquerda de Lula na América Latina, em uma região marcada pela eleição de líderes de direita.


