A Lei Seca eleitoral será adotada em sete estados no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Em 18 das 27 unidades da federação, não haverá proibição estadual à venda de bebidas alcoólicas no dia da votação, segundo levantamento da Abrasel.
A restrição está prevista no Acre, em Alagoas, no Amazonas, no Amapá, no Maranhão, no Pará e no Piauí. Ceará e Roraima ainda não haviam definido se adotariam a medida.
Também não haverá lei seca estadual na Bahia, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, em Minas Gerais, em Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso, na Paraíba, em Pernambuco, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, em Rondônia, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em Sergipe, em São Paulo e no Tocantins.
Horários da restrição
No Acre, a proibição vai das 0h às 16h. Em Alagoas, das 3h às 18h; no Amazonas, das 2h às 17h; e no Amapá, das 22h30 de sábado (3) às 18h de domingo. No Maranhão, a regra vale das 0h às 22h. Pará e Piauí terão restrição das 0h às 18h.
A legislação federal não prevê a Lei Seca eleitoral. Cada estado define se adota a proibição e o período de vigência, o que explica a diferença entre os horários.
Na Bahia e em Mato Grosso, a venda estará liberada nas capitais, mas alguns municípios terão restrições. Em Goiás e no Tocantins, a decisão ficará a cargo das zonas eleitorais. Em Palmas, a proibição vai das 0h às 17h.
Para Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, a mudança indica confiança no eleitor e preserva a circulação em bares e restaurantes no dia da votação. Nos estados que mantêm a restrição, os estabelecimentos perdem parte do faturamento do almoço e do fim da tarde. No Maranhão, a regra também alcança o jantar, porque termina às 22h.



