São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Investigações atingem aliados de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro

Operações da Polícia Federal apuram suspeitas contra aliados do senador, incluindo lavagem de dinheiro e desvio de verbas parlamentares.

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência enfrenta novas suspeitas envolvendo integrantes de seu grupo político no Rio de Janeiro. Investigações da Polícia Federal atingiram aliados do senador em operações que apuram lavagem de dinheiro, desvio de verbas parlamentares e conexões com esquemas ligados ao jogo do bicho e ao Comando Vermelho.

A nova fase da Operação Unha e Carne foi deflagrada em 2 de julho. A apuração trata de uma suspeita de lavagem de dinheiro atribuída à cúpula do jogo do bicho e da possível ramificação do esquema entre integrantes do governo e do Legislativo do Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Federal, planilhas encontradas com o bicheiro Adilsinho registravam pagamentos indevidos, doações eleitorais, repasses a agentes políticos e uma contabilidade paralela para ocultar movimentações de dinheiro ilícito.

Aliados citados na investigação

Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e ex-governador interino do estado, é apontado como um dos principais aliados políticos de Flávio Bolsonaro. Ele já estava preso quando foi alvo de um novo pedido de prisão. O ex-governador Cláudio Castro também apareceu nas planilhas como possível beneficiário do esquema.

A Polícia Federal considera Bacellar um “criminoso de alta periculosidade” e determinou seu encaminhamento para um presídio de segurança máxima. A investigação ainda não estabelece, por si só, condenação dos citados.

Outro aliado preso nesta semana foi Márcio Poncio, pastor e empresário do setor de tabaco. Ele é suspeito de lavagem de dinheiro e de envolvimento com esquemas ligados à chamada máfia dos cigarros e ao jogo do bicho, atribuídos a Adilsinho.

Flávio Bolsonaro também mantém em seu grupo político o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do partido do senador na Câmara. Sóstenes é investigado na Operação Galho Fraco II, que apura possível desvio de recursos da cota parlamentar por meio do aluguel de veículos.

Suspeitas sobre Sóstenes Cavalcante

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República apontam “fundamentadas razões” para suspeitar que o deputado tenha usado empresas de fachada para lavar dinheiro desviado de verbas do Congresso.

Em dezembro, agentes encontraram R$ 468,7 mil em um imóvel de Sóstenes. O dinheiro estava embalado em saco plástico e escondido em um guarda-roupa. O deputado afirmou que os recursos vinham da venda de um imóvel em Minas Gerais, mas o registro da negociação ocorreu 11 dias depois da apreensão.

Para os investigadores, a operação imobiliária pode ter sido “uma possível tentativa de fabricar um lastro retroativo para conferir aparência de licitude ao montante localizado”. A análise da origem dos recursos identificou empresas registradas no mesmo endereço. Algumas não tinham funcionários, apesar de movimentarem valores elevados, com saques que somaram mais de R$ 15 milhões nos últimos anos.

Na ação realizada na última quarta-feira, 1º de julho, a Polícia Federal apreendeu aproximadamente R$ 160 mil e 502 dólares em endereços ligados ao deputado. Parte do dinheiro estava escondida em livros falsos.

As investigações ampliam a pressão sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que também enfrenta questões relacionadas a Vaza Flávio, Michelle e ao Comando Vermelho. O senador havia trabalhado para que o governo americano classificasse o Comando Vermelho como grupo terrorista, enquanto integrantes de seu grupo político passaram a ser investigados em apurações relacionadas à organização.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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