São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Jato associado a Vorcaro levou Flávio Bolsonaro e Moraes em viagens distintas

Legacy 650 transportou o senador em janeiro de 2025 e também o ministro do STF, segundo registros reunidos pela PF.

Como é o jatinho de Vorcaro usado por Flávio Bolsonaro e Moraes
Foto: reprodução

Um Legacy 650 associado pela Polícia Federal a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dos Estados Unidos a Brasília em janeiro de 2025. A aeronave também foi usada em viagem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e por Viviane Barci, mulher do magistrado.

Flávio saiu de Fort Lauderdale, na Flórida, na véspera da posse de Donald Trump. Estavam com ele a mulher, as duas filhas e o advogado Willer Tomaz. A PF identificou o registro do voo em comunicações de Tomaz, durante a apuração de suspeitas de desvios em aposentadorias do INSS.

Um e-mail de 24 de janeiro de 2025 relaciona o deslocamento de Tomaz e familiares, além do senador e de seus parentes. Fotografias, reservas, registros de voos e informações sobre aluguel de veículos também foram localizados no celular e na caixa de e-mails do advogado.

Dados do avião

A Prime You, operadora do Legacy 650, e Willer Tomaz apareciam entre os cotistas da aeronave. Vorcaro era sócio da empresa no período reunido pela PF.

A aeronave tem 26 metros de comprimento, 21 metros de envergadura e velocidade de até 850 km/h, conforme a apresentação comercial da Prime You. A autonomia é de 6.780 quilômetros, alcance suficiente para uma viagem sem escala entre Rio de Janeiro e Miami. O modelo também é descrito com cabine de baixo ruído, lavabo privativo em compartimentos separados e bagageiro amplo.

A viagem de janeiro faz parte de pelo menos cinco deslocamentos de Flávio com Tomaz. A PF também reuniu informações sobre outras viagens no caso.

Flávio disse manter com Tomaz uma “relação de amizade legítima” e afirmou que qualquer insinuação de irregularidade seria “mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”. Tomaz classificou os voos como privados e relacionados à amizade com o senador. Ele também afirma que não é investigado no caso do INSS.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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