O governo federal lançou uma página oficial com informações sobre a evolução do El Niño, previsões regionais e medidas para antecipar riscos e ampliar a capacidade de resposta. O conteúdo está disponível em gov.br/elnino.
A plataforma apresenta os impactos que devem ser monitorados em cada região do país e reúne orientações para gestores estaduais e municipais. Entre as recomendações estão a organização das estruturas locais de proteção e defesa civil, saúde, infraestrutura, assistência social e meio ambiente, além da elaboração de planos de contingência.
Os municípios também são orientados a manter a população informada com base em fontes oficiais e a coordenar as ações com os respectivos estados. Para os cidadãos, a página explica como agir em situações como enxurradas, alagamentos, inundações, deslizamentos, granizo, vendavais, tornados, baixa umidade, incêndios florestais e ondas de calor.
Em Pernambuco, os principais efeitos previstos para o Sertão e o Agreste são aumento das temperaturas e secura do ar. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) estima que o fenômeno se intensifique entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
O governo federal também prevê impactos em áreas agrícolas produtivas do Nordeste, especialmente no Matopiba, entre setembro e dezembro.
A resposta é coordenada pela Sala de Situação do El Niño, que reúne áreas como incêndios, saúde, estiagem, energia, combustíveis, agricultura, segurança alimentar, assistência social e prevenção e resposta a desastres.
Participam dos trabalhos o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, divulgado na quarta-feira (23), indica que o calor extremo associado ao fenômeno pode provocar mais de 13 mil mortes no Brasil, principalmente no Nordeste e no Norte. O país é apontado como o mais afetado da América Latina, em um cenário que pode levar cientistas a usar a expressão Super El Niño.




