São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Governadores que assumiram em 2026 enfrentam maior dificuldade na corrida pela reeleição

Cinco dos nove governadores que herdaram o cargo em abril aparecem atrás nas pesquisas estaduais para 2026.

Governadores que assumiram em 2026 enfrentam maior dificuldade na corrida pela reeleição

Cinco dos nove governadores que assumiram o cargo em abril deste ano aparecem atrás dos principais adversários nas pesquisas de intenção de voto para 2026, segundo a primeira rodada de levantamentos da Quaest nos estados. O grupo representa metade dos candidatos à reeleição que chegaram ao governo após a renúncia dos titulares eleitos em 2022.

Entre os nove governadores com mandato curto, os líderes das pesquisas estão em Goiás, Espírito Santo, Paraíba e Distrito Federal. Os demais aparecem numericamente atrás no Amazonas, Acre, Pará, Mato Grosso e Minas Gerais.

Mateus Simões (PSD), governador de Minas Gerais, está numericamente em quarto lugar. As gestões de Simões e do ex-governador Romeu Zema (Novo) têm mais avaliações positivas do que negativas, de acordo com a Quaest. Mesmo assim, PL e Republicanos deixaram a aliança, e Simões corre o risco de não chegar ao segundo turno.

No Acre, Mailza Assis (PP) enfrenta baixa familiaridade do eleitorado e cobranças relacionadas a investigações policiais contra seu antecessor, Gladson Cameli (PP), que está inelegível. No Pará, Hana Ghassan (MDB) disputa de forma acirrada com Dr Daniel (Podemos), ex-prefeito de Ananindeua.

Diferença entre mandatos

Dos 18 governadores que disputarão a reeleição em 2026, nove ocupam o cargo desde a eleição de 2022. A taxa média de reeleição dos governadores que cumpriram os quatro anos de mandato foi de 74% desde a última década, com pico de 94% em 2022. Entre os governadores com mandatos curtos, a média desde 2010 foi de 51%.

O cientista político Josué Medeiros, professor da UFRJ, afirmou que mudanças próximas da eleição dificultam a transferência da melhora na avaliação do governo para o sucessor. Segundo ele, os vices também têm menos reconhecimento público e algumas trocas provocam crises políticas locais.

Entre os governadores que buscam um novo mandato após quatro anos completos no cargo, os candidatos lideram em São Paulo, Sergipe, Santa Catarina, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) está tecnicamente empatado com ACM Neto (União). No Amapá e no Ceará, Clécio Luís (Solidariedade) e Elmano de Freitas (PT) aparecem distantes da liderança.

Histórico eleitoral

Em 2022, 18 governadores foram reconduzidos, sendo 15 com quatro anos de mandato e três que haviam assumido o cargo durante o ciclo anterior. Em 2018, dez candidatos à reeleição foram derrotados. Naquele ano, 57% dos governadores com mandato completo foram reeleitos, contra 33% dos que haviam assumido perto da eleição: dois entre seis candidatos.

A maior taxa de sucesso entre governadores com mandato curto ocorreu em 2010, quando seis venceram e cinco perderam. Entre os nove candidatos que vinham de um mandato completo, sete foram reeleitos.

Para Marco Antônio Teixeira, professor da FGV/EAESP, o conhecimento do eleitorado favorece governadores já conhecidos. Em 2010, houve 13 reeleições e outros quatro governadores foram eleitos com apoio do titular. Em 2014, três eleitos tiveram esse apoio; em 2018, apenas um. Em 2022, além dos 18 governadores reeleitos, seis candidatos venceram com apoio do então ocupante do cargo.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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