São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro reduz distância para Lula em meio à crise do Banco Master

Senador avança nas pesquisas para o primeiro turno, enquanto investigação sobre financiamento de filme e crise no STF movimentam a disputa.

Flávio Bolsonaro reduz distância para Lula em meio à crise do Banco Master

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reduziu a distância para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas para o primeiro turno das eleições presidenciais. A evolução ocorre duas semanas antes da votação, enquanto o senador é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento de um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master e preso por fraude, teria pago milhões de dólares para financiar “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente. Flávio Bolsonaro admitiu o pagamento, mas nega irregularidades. A investigação também considera o financiamento do filme.

Crise no STF muda foco do caso

O escândalo passou a envolver Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que um relatório policial expôs conversas de Vorcaro com um número atribuído ao magistrado. Nas mensagens, o banqueiro teria pedido ajuda para interromper uma investigação sobre fraude milionária contra clientes do Banco Master.

Moraes é rejeitado pela direita por sua atuação no julgamento de Jair Bolsonaro e é associado a Lula, que já fez elogios públicos ao ministro. Rogério Marinho (PL-RN), chefe da campanha de Flávio, chamou Moraes de “um pop star da esquerda”. Na semana passada, o STF realizou uma audiência para decidir sobre a abertura de uma investigação contra o ministro.

Um estudo da Datrix apontou que as menções a Moraes e aos conflitos no tribunal substituíram, nas redes sociais, as referências ao Banco Master e a Flávio Bolsonaro.

Efeito sobre Lula

Pesquisas recentes da Quaest e do Datafolha mostram uma alta leve de Flávio no primeiro turno. No segundo turno, o senador aparece em empate técnico com Lula.

Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula, classificou o crescimento como “natural pela polarização” e disse que a crise do STF não pertence à campanha petista. O analista político André Rosa afirmou que o bolsonarismo associa a imagem de Lula à de Moraes, o que dá fôlego ao candidato do PL.

Geraldo Monteiro, especialista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), avaliou que a campanha de Lula tem sido “meio fria”. Na semana passada, o presidente anunciou aumento do Bolsa Família, medida considerada eleitoreira pela direita.

Para Rosa, a crise reforça argumentos antigos de Jair Bolsonaro contra o STF e amplia a percepção de rejeição às instituições. Laércio Barbosa, professor de química de 70 anos e eleitor de Lula, disse que as pesquisas preocupam e que o discurso antissistema está nas mãos da direita.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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