São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Eleições em Berlim e no norte pressionam chanceler Friedrich Merz

Disputa estadual testa a CDU, enquanto a AfD lidera pesquisas em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e avança em Berlim.

Eleições em Berlim e no norte pressionam chanceler Friedrich Merz

As eleições estaduais deste domingo (20/09) em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental aumentam a pressão sobre o chanceler Friedrich Merz e sobre a União Democrata Cristã (CDU). O pleito ocorre duas semanas após a AfD conquistar quase 44% dos votos na Saxônia-Anhalt, em uma vitória inédita para o partido de ultradireita e anti-imigração.

Disputa nos estados

Em Berlim, a CDU e A Esquerda aparecem tecnicamente empatadas, com cerca de 20% das intenções de voto. A AfD tem 18%, concentrados principalmente na antiga parte oriental da capital, e o Partido Verde registra 16%. A CDU governa a cidade-Estado em coalizão com o Partido Social-Democrata (SPD).

O tema central da campanha na capital é a crise habitacional, além da proposta de expropriação de grandes empresas imobiliárias. O candidato da CDU, Stefan Evers, substituiu o prefeito Kai Wegner, que desistiu da candidatura após a repercussão de suas atitudes durante e depois de um grande corte de energia no sudoeste de Berlim.

A Esquerda também tenta liderar a formação do próximo governo, com a candidata Elif Eralp. O SPD, porém, descartou uma aliança com o partido por causa da promessa de desapropriar grandes empresas imobiliárias. Uma alternativa seria uma coalizão entre CDU, SPD e Verdes.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD lidera as pesquisas com até 38%, seguida pelo SPD, que chega a 34%. Em levantamento mais recente, o SPD aparecia com 37%, contra 34% da AfD. O partido social-democrata governa o estado desde 1998 e é liderado pela governadora Manuela Schwesig.

A CDU aparece com 7% e teme não superar, pela primeira vez, a cláusula de barreira de 5%. A Esquerda tem 10%, enquanto os Verdes registram cerca de 5%. A continuidade da coalizão entre SPD e A Esquerda é considerada improvável, e os Verdes podem entrar no governo caso ultrapassem a barreira eleitoral.

Pressão sobre Merz

Mesmo que vença em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD não deverá chegar ao governo. Os demais partidos, com exceção da Aliança por Justiça Social e Racionalidade Econômica (BSW), rejeitam uma coalizão com a legenda.

A queda da CDU pode ampliar as críticas internas a Merz. O nome mais citado como possível sucessor é Hendrik Wüst, governador da Renânia do Norte-Vestfália. Merz convocou a liderança da CDU para uma reunião em Berlim, na noite deste domingo, para discutir os resultados e seus efeitos políticos.

Uma pesquisa da Insa mostrou que 78% dos alemães não consideram Merz o melhor nome para liderar o país. Em levantamento do YouGov, CDU e CSU somam 18% das preferências, enquanto a AfD chega a 29%. Em novembro de 2018, Merz havia prometido reduzir pela metade o apoio eleitoral à AfD. Na Saxônia-Anhalt, contudo, a legenda dobrou sua votação.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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