SANTA CATARINA — Os 5,7 milhões de eleitores do estado vão às urnas neste domingo (4) para escolher deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. A Justiça Eleitoral estima que cada eleitor leve, em média, um minuto para concluir a votação. A previsão é que os resultados sejam conhecidos poucas horas depois do encerramento.
A campanha durou 49 dias, mas as disputas apresentaram ritmos diferentes. Na corrida presidencial, o período foi marcado pela decisão entre continuidade e renovação. O segundo turno pode levar a uma escolha inédita: um quarto mandato de Lula ou a eleição de Flávio Bolsonaro, que seria a primeira de um filho de ex-presidente para a chefia de Estado no Brasil.
Governo de Santa Catarina
Na disputa pelo governo estadual, Jorginho Mello (PL) liderou as pesquisas de intenção de voto apresentadas até a última semana e concentrou parte relevante da agenda eleitoral. A campanha do governador destacou obras e ações do mandato, enquanto os adversários exploraram a gestão em temas como filas da saúde, indicadores de saneamento básico e o caso do Cão Orelha.
João Rodrigues (PSD) e Gelson Merisio (PSB) estiveram entre os rivais que abordaram esses temas. A dificuldade de enfrentar o grupo político de Jorginho fez a corrida parecer mais lenta e previsível. O debate da NSC TV e a última pesquisa Quaest contratada pela NSC aumentaram a expectativa sobre a confirmação das tendências ou uma possível reviravolta.
Senado
A disputa pelas duas cadeiras de senador apresentou maior indefinição. Carol de Toni e Carlos Bolsonaro (PL) formaram a chapa apoiada por Jorginho Mello e Jair Bolsonaro. A entrada de Esperidião Amin (PP) na chapa de João Rodrigues acrescentou um terceiro nome bolsonarista com força na disputa, depois que o governador não acolheu o grupo governista.
Carlos Bolsonaro, Carol de Toni e Esperidião Amin trocaram críticas sobre votações, postura e relação com o estado. Décio Lima (PT), ex-presidente do Sebrae, tentou aproveitar a divisão do bolsonarismo para atrair eleitores lulistas.
As últimas pesquisas indicaram pelo menos quatro candidatos em faixas próximas de intenção de voto para apenas duas vagas. A disputa pode ser definida voto a voto e permanecer aberta até os minutos finais da apuração. O voto será depositado em poucos segundos, mas as escolhas terão efeitos por pelo menos quatro anos.



