São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Debate no Rio expõe alianças de Paes e Ruas com Lula, Flávio e Castro

Candidatos ao governo estadual trocaram acusações sobre apoios políticos, antigos posicionamentos e aliados durante debate da TV Globo.

Debate no Rio expõe alianças de Paes e Ruas com Lula, Flávio e Castro

As alianças com o presidente Lula (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador Cláudio Castro (PL) dominaram o debate entre candidatos ao Governo do Rio de Janeiro nesta terça-feira (29), promovido pela TV Globo.

Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, foi pressionado a tornar público o apoio de Lula. Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), citou repetidamente Flávio Bolsonaro e tentou se apresentar como representante do senador no estado. Em contrapartida, foi cobrado por sua relação com Castro.

Ruas mencionou Flávio Bolsonaro duas vezes logo na primeira fala, ao questionar Paes sobre transporte e sobre promessas antigas para concluir a linha 3 do metrô, prevista para ligar São Gonçalo ao centro do Rio de Janeiro. “Sei que ele [Paes] não gosta do Flávio Bolsonaro, mas nessas horas é preciso deixar a política de lado para pensar nas pessoas”, afirmou.

Paes respondeu chamando Ruas de “reserva do Rodrigo Bacellar”. O candidato do PSD também associou o presidente da Alerj a Cláudio Castro, dizendo que Ruas foi secretário das Cidades do ex-governador e ocupou a presidência da Assembleia após Rodrigo Bacellar.

Na discussão sobre Lula, Ruas afirmou que Paes evita expor a aliança com o presidente. O ex-prefeito disse que não pretende transferir a responsabilidade por sua administração a disputas nacionais e defendeu que o Rio de Janeiro seja tratado como prioridade. Também associou Ruas a Castro e a Rodrigo Bacellar.

Paes foi questionado ainda por André Marinho (Novo) sobre mudanças em seus posicionamentos. O empresário citou os acenos do ex-prefeito a Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2018, quando Paes disputou o governo estadual contra Wilson Witzel.

Anthony Garotinho (Republicanos), ex-governador, atacou Paes e Ruas. Sobre a Alerj, afirmou que a Casa era uma superintendência do crime organizado e “a maior quadrilha do Rio de Janeiro”. Em relação a Paes, mencionou aliados citados em uma lista apreendida com Adilson Coutinho Oliveira Filho, conhecido como Adilsinho.

Marinho também criticou Garotinho, a quem chamou de “fiscal retroativo do estado” e “Léo Dias da política”.

Outro momento de tensão ocorreu quando Ruas citou a investigação arquivada contra Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado, por suspeita de agressão à ex-mulher. Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito do Rio de Janeiro, chamou Ruas de mentiroso. Paes respondeu que o inquérito havia sido arquivado e acusou o irmão do presidente da Alerj de agredir a mulher.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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