São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ex-cunhado de Gilmar teve contrato com Vorcaro durante análise de cursos de medicina

Diálogos citam pagamentos de R$ 500 mil mensais e atuação ligada a universidades privadas e ao Ministério da Educação.

Ex-cunhado de Gilmar teve contrato com Vorcaro durante análise de cursos de medicina

Francisco Feitosa, conhecido como Chiquinho e ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, confirmou ter assinado em 2024 um contrato com a Super Empreendimentos, empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As conversas indicam que o acordo envolvia interesses de Vorcaro em universidades privadas enquanto Gilmar relatava, no Supremo Tribunal Federal, ações sobre a abertura de novos cursos de medicina.

Os diálogos ocorreram ao menos de abril de 2024 a junho de 2025. O telefone atribuído a Chiquinho foi apreendido pela Polícia Federal em uma investigação. Em setembro de 2024, as conversas apontam uma negociação de R$ 500 mil mensais pelos serviços do consultor, além de uma parcela extra de R$ 800 mil no primeiro pagamento.

Chiquinho não informou os valores efetivamente pagos nem detalhou os serviços. Afirmou que a consultoria durou um “curto período” e que a Super Empreendimentos atuava em “vários segmentos”. A empresa é investigada pela PF por supostamente funcionar como canal de pagamentos de Vorcaro a uma milícia privada e a agentes públicos.

Menções ao STF e ao MEC

Segundo Chiquinho, ele marcou uma reunião entre Vorcaro e Guiomar, sua irmã e ex-esposa de Gilmar, a pedido do ex-banqueiro. Disse que Vorcaro levaria números de processos, o que não teria ocorrido. Também negou ter atuado para aproximar Vorcaro do ministro e afirmou que nunca esteve com Cristiano Zanin, apesar de um diálogo mencionar um jantar com os dois ministros.

As conversas sugerem que Chiquinho aconselhou Vorcaro a se aproximar de Gilmar durante um evento em Londres, em abril de 2024. “Você tem que começar uma relação direta com ele! É importante para o futuro!”, diz a mensagem atribuída ao ex-cunhado.

Gilmar afirmou, por meio da assessoria, que nunca tratou de assuntos do Ministério da Educação com Vorcaro ou Chiquinho. Também disse que votou a favor do governo, e não das universidades, na ação sobre novos cursos. Gilmar e Guiomar anunciaram o divórcio em novembro de 2025.

As mensagens fazem referências a atividades no MEC, incluindo a frase “MEC: Andando na velocidade esperada”. Há ainda menções a tentativas de reunião e a agendas com Camilo Santana, ministro da Educação à época. Chiquinho negou que o contrato envolvesse interesses de Vorcaro junto ao MEC ou a Camilo.

Em junho, uma conversa atribuída a Chiquinho menciona que ele estava em Fortaleza, no aniversário de Camilo, com Gilmar, e pede que Vorcaro ligasse para falar com os dois. Vorcaro respondeu que estava em um voo e enviou um abraço a Camilo. O senador disse que não recebeu pedidos de Vorcaro por meio de Chiquinho.

Em agosto de 2024, o interlocutor também enviou a Vorcaro um ofício identificado como do MEC, com o título “padrão decisório cursos de medicina”. Chiquinho afirmou que o documento estava no site de uma universidade e era informação pública. Ele também confirmou ter se reunido com uma pessoa ligada à Ulbra, indicada por Vorcaro, para ouvi-la.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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