A escolha do candidato deve considerar mais do que a visibilidade durante a campanha. Especialistas recomendam que o eleitor avalie seus próprios interesses, entenda as atribuições de cada cargo e examine o histórico, as propostas, o financiamento e o partido dos concorrentes.
O professor de Ciência Política João Feres Júnior, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, afirma que o primeiro passo é identificar interesses políticos e econômicos e verificar se os candidatos representam essas prioridades. Como os interesses variam entre grupos sociais, uma mesma proposta pode ser avaliada de formas diferentes.
Também é necessário separar as funções do Legislativo e do Executivo. A socióloga Débora Messemberg, professora da Universidade de Brasília, explica que deputados e senadores podem aprovar leis, fiscalizar o Executivo e participar do orçamento. A execução de políticas públicas, obras e serviços cabe ao Executivo. Promessas incompatíveis com o cargo, portanto, devem ser vistas com atenção.
Histórico, propostas e partidos
Francisco Uribam Xavier de Holanda, professor da Universidade Federal do Ceará, recomenda verificar quem financia a campanha, quais partidos integram a coligação e se as propostas enfrentam as causas dos problemas ou ficam em discursos genéricos. O eleitor também pode consultar, no sistema do Tribunal Superior Eleitoral, as propostas de governo, a declaração de bens e a prestação de contas, incluindo a lista de doadores.
A atuação partidária é outro fator de análise. Naiara Sandi de Almeida Alcantara, professora da Universidade Federal do Pará, afirma que parlamentares não atuam de forma isolada. A orientação da bancada pode influenciar os votos, por isso é importante observar como o partido vota, quais pautas apoia, sua consistência ideológica e suas alianças em diferentes eleições.
No sistema proporcional, candidatos com votação elevada podem contribuir para a eleição de outros nomes da mesma legenda. O cientista político Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, cita Tiririca, que em 2010 recebeu mais de 1,35 milhão de votos e ajudou a eleger correligionários. A recomendação é conhecer a nominata do partido e não escolher apenas pela notoriedade de um candidato.
Regras para a votação
O primeiro turno deste ano será em 4 de outubro, com cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos. É permitido levar uma colinha com nomes e números, mas o celular, máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos que registrem o voto devem ficar fora da cabine.
A manifestação individual e silenciosa, por meio de broches, adesivos, camisetas ou bandeiras, é permitida. Já manifestações coletivas ou ruidosas são proibidas.



