São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cezinha de Madureira nega irregularidades após operação da PF

Deputado afirma que está à disposição das autoridades e pede que a investigação seja conduzida sem influência política ou eleitoral.

Cezinha de Madureira nega irregularidades após operação da PF

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) negou ter cometido irregularidades após ser alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência junto a tribunais. A ação foi realizada no Distrito Federal e em São Paulo.

Em nota assinada pela defesa, Cezinha afirmou que está à disposição das autoridades e que prestará os esclarecimentos necessários. O deputado também pediu que medidas de grande repercussão sejam conduzidas sem relação com circunstâncias políticas ou eleitorais, citando entendimento do STF.

“Com a tranquilidade de quem confia plenamente na Justiça e certo de sua conduta sempre ilibada, o deputado federal Cezinha de Madureira está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários”, diz o comunicado.

A defesa declarou ainda que o contraditório, o acesso integral aos elementos da investigação e o devido processo legal deverão permitir o esclarecimento dos fatos. Segundo a nota, esses procedimentos demonstrarão que não houve irregularidade.

O que a PF investiga

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura a existência de uma estrutura voltada à comercialização de influência junto a ministros do STF, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral.

Trechos do pedido da Polícia Federal apontam que Cezinha teria despachado com ministros em conjunto com Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, servidora da Câmara dos Deputados e ex-assessora de Arthur Lira, ex-presidente da Casa.

O deputado é próximo do ministro André Mendonça e articulou a indicação dele ao STF, além de um encontro reservado entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os autos mencionam conversas sobre ações relatadas por Mendonça e por Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes.

A PF ressalta que os três ministros não são investigados e que não há indicação de irregularidades cometidas por eles. A polícia apura possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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