O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode proteger pessoas que cometem ilegalidades. A declaração ocorreu durante um encontro com a Associação Brasileira de Incorporadoras (ABRAINC), em meio à crise envolvendo a Corte.
Caiado disse que o país enfrenta a “destruição completa do Estado Democrático de Direito” e criticou decisões individuais no Supremo. Para ele, o tribunal deve funcionar como instância de proteção da sociedade dentro das regras legais, e não como abrigo para quem tenta usar prerrogativas do cargo em benefício próprio.
O candidato também afirmou que o STF não deve ser usado para “negociata” ou enriquecimento ilícito. As declarações ocorreram depois de o ministro Flávio Dino determinar, nesta quarta-feira, 9, o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Rodrigues havia sido afastado cautelarmente pelo ministro André Mendonça um dia antes.
Emendas e agenda econômica
Caiado voltou a criticar as emendas impositivas e afirmou que o Congresso passou a depender desse mecanismo. Na área econômica, disse que pretende propor uma Emenda à Constituição transitória para promover mudanças fiscais.
O candidato também defendeu o combate à corrupção na estrutura do governo e uma revisão dos incentivos fiscais e das emendas impositivas. Segundo Caiado, os cortes atingiriam os excessos praticados pelo governo.
No início do encontro, o candidato a vice-presidente na chapa, Gilberto Kassab (PSD), declarou que o país está “totalmente fora de controle” e que as instituições não estão funcionando.
Após o cancelamento do debate presidencial previsto para 14 de setembro, Caiado afirmou que conversou com outros candidatos e que eles farão um debate paralelo.




