São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Um ano após condenação, Bolsonaro perde espaço na campanha e Flávio mira o Planalto

Condenado a 27 anos e três meses, ex-presidente está em prisão domiciliar; Flávio Bolsonaro disputa a Presidência.

Um ano após condenação, Bolsonaro perde espaço na campanha e Flávio mira o Planalto

A condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado completa um ano nesta sexta-feira (11), enquanto o filho Flávio Bolsonaro disputa a Presidência da República e o Supremo Tribunal Federal enfrenta uma crise em torno da credibilidade do ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão. Desde março, cumpre prisão domiciliar, com restrições que incluem a proibição de receber visitas, inclusive de Flávio. A medida reduziu a participação direta do ex-presidente na campanha, segundo pessoas próximas.

Disputa eleitoral

Flávio afirma que, se for eleito, pretende anistiar os condenados pelos ataques de 8 de Janeiro e assumir o governo tendo o pai como “bússola”. Também promete subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Bolsonaro na data da posse.

A campanha de apoiadores de Bolsonaro tenta associar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o desgaste enfrentado por Moraes. A estratégia ocorre menos de um mês antes das eleições e envolve questionamentos sobre a relação do ministro com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.

O cientista político Leonardo Barreto avalia que o julgamento de 11 de setembro de 2025 não encerrou a divisão política existente desde 2022. Para ele, parte da sociedade não foi convencida de que houve uma tentativa de golpe, o que manteve a polarização e contribuiu para a candidatura de Flávio.

Em maio, a defesa de Bolsonaro pediu ao Supremo a anulação da condenação. O caso está sob relatoria de Kassio Nunes Marques, que não participou do julgamento. Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do pedido e disse que a decisão foi baseada em “vigoroso conjunto probatório”. A análise ainda não tem data e é considerada improvável por aliados do ex-presidente.

Condenados e prisão domiciliar

Também foram condenados quatro generais quatro estrelas, Anderson Torres, Mauro Cid e Alexandre Ramagem. Cid está solto após firmar acordo de delação premiada, enquanto Ramagem está foragido nos Estados Unidos. A mulher dele concorre a uma vaga de deputada federal.

Augusto Heleno cumpre pena em casa após ser diagnosticado com Alzheimer. Walter Braga Netto, Paulo Sérgio de Oliveira e Almir Garnier estão em unidades militares desde o fim de novembro. Torres está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

As penas dos demais presos variam de 19 a 26 anos por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, à abolição violenta do Estado democrático de Direito, à organização criminosa armada, ao dano qualificado e à deterioração de patrimônio tombado.

Na terça-feira (8), Moraes autorizou a entrada de Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e candidato a deputado federal, além do pai, da madrasta e de duas irmãs de Michelle Bolsonaro. Desde que foi impedido de encontrar Flávio, Bolsonaro recebe informações sobre a campanha por meio de advogados.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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