São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pesquisadores veem piora no ambiente informacional global no próximo ano

Relatório com especialistas de 71 países aponta pessimismo, avanço da IA generativa e aumento da pressão sobre pesquisas.

Pesquisadores veem piora no ambiente informacional global no próximo ano

O ambiente informacional global deverá piorar no próximo ano, segundo uma avaliação de pesquisadores de 71 países reunidos no Painel Internacional sobre o Ambiente da Informação. Entre maio e junho deste ano, o grupo entrevistou 470 estudiosos, dos quais 76% não veem melhora no cenário.

A falta de responsabilização das plataformas digitais foi apontada por 78% dos entrevistados como a principal ameaça à circulação de boas informações. Na sequência aparecem a desinformação, citada por 73%; a polarização, por 69%; o domínio de algumas plataformas de redes sociais, por 64%; e as bolhas de filtro ou câmaras de eco, por 53%.

Esses ambientes fazem com que o usuário receba apenas conteúdos que confirmam seu ponto de vista, conforme a definição apresentada no relatório.

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial generativa foi considerada uma ameaça ao ambiente informacional por 47% dos especialistas. A avaliação é que os resumos produzidos por IA facilitarão a busca por respostas, mas também podem reduzir o acesso a sites de notícias e limitar a diversidade de pontos de vista.

Uma pesquisa do Pew Research Center indicou que, no início de 2026, 60% dos adultos nos Estados Unidos disseram ler os resumos gerados por IA exibidos no topo da maioria dos resultados de pesquisa.

Pressão sobre pesquisas

O relatório também registra dificuldades para encontrar informações importantes para pesquisas em diferentes países, porque grande parte dos dados é restrita. A pressão de governos e empresas sobre investigações na área aumentou entre 2025 e 2026.

Nesse período, a pressão para alinhar pesquisas às agendas dos governos subiu de 21% para 33%. A censura governamental avançou de 11% para 23%.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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