São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Mundo

Pentágono testa cerca de 50 militares para investigar vazamentos

Investigação mira informações sobre a guerra contra o Irã e a redução dos estoques de munições estratégicas dos Estados Unidos.

Pentágono testa cerca de 50 militares para investigar vazamentos

O Pentágono submeteu cerca de 50 integrantes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos a testes de polígrafo para tentar identificar quem forneceu informações classificadas à imprensa. A investigação envolve militares e funcionários civis e foi realizada em agosto.

Os investigadores perguntaram se os servidores haviam transmitido dados sigilosos a jornalistas e se tinham informado sobre a redução dos estoques de armamentos, incluindo mísseis de longo alcance e interceptadores Patriot. Entre 1.500 e 2.000 oficiais e funcionários trabalham no Estado-Maior.

A apuração se concentra em vazamentos relacionados à guerra contra o Irã e ao consumo de munições consideradas estratégicas. Informações divulgadas em agosto indicaram que os Estados Unidos haviam utilizado parcela significativa de seus estoques de armamentos de longo alcance durante os meses de guerra.

O Exército norte-americano teria consumido grande parte dos mísseis de precisão lançados do solo. Praticamente todos os ATACMS e Precision Strike Missiles disponíveis teriam sido utilizados. O Pentágono não confirmou esses números.

Posição do Departamento de Defesa

O porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, não confirmou os detalhes da operação. Em nota, afirmou que o Pentágono “não comenta questões internas de pessoal ou investigações” e disse que leva “extremamente a sério” qualquer vazamento de informações classificadas relacionadas à segurança nacional.

Parnell também afirmou que proteger informações classificadas é fundamental para garantir a segurança dos Estados Unidos e das tropas mobilizadas em todo o mundo.

O presidente Donald Trump negou que o país enfrente uma escassez generalizada de munição. Ele afirmou que os Estados Unidos possuíam grandes quantidades de armamentos e ameaçou prender responsáveis por vazamentos sobre os estoques militares. Também declarou que novas munições estavam sendo produzidas e enviadas para a região.

A administração Trump havia anunciado, em 2025, medidas para ampliar o controle sobre informações internas, incluindo planos de testes aleatórios de polígrafo e acordos de confidencialidade para militares, funcionários civis e contratados. Em 2025, assessores do secretário de Defesa, Pete Hegseth, também usaram testes para tentar identificar funcionários suspeitos de fornecer informações à imprensa.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.