São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Carta de Musk pede preservação de materiais de documentário antes de possível processo

Advogado acusa o filme de sugerir interferência eleitoral por meio da Starlink e envia aviso a produtores e distribuidoras.

Carta de Musk pede preservação de materiais de documentário antes de possível processo

A defesa de Elon Musk pediu a preservação de imagens, entrevistas, pesquisas, registros de checagem e comunicações com fontes ligadas ao documentário “Musk”, dirigido por Alex Gibney. O aviso foi enviado pelo advogado Alex Spiro e indica a preparação para um possível processo judicial contra a produção.

A carta acusa o filme de apresentar informações falsas e potencialmente difamatórias sobre Musk, principalmente em relação à sua atuação na eleição presidencial americana de 2024. O advogado afirma que uma obra pode produzir um sentido difamatório mesmo sem fazer uma acusação direta, por meio da montagem, da narração, da trilha sonora ou da omissão de informações.

Questionamento sobre a Starlink

A principal contestação envolve o depoimento de Ashley St. Clair, ex-companheira de Musk e mãe de um de seus filhos. Ela relata que o empresário teria mencionado, antes da eleição, uma “anomalia na Matrix” e enviado uma mensagem sobre “dez mil lasers no espaço”. Ao ser questionada por Gibney, St. Clair especula que a frase poderia se referir à rede de satélites Starlink.

Spiro diz que a edição sugere, sem provas, que Musk teria usado a Starlink para interferir na eleição e beneficiar Donald Trump. Segundo o advogado, a rede não estava conectada à contabilização dos votos. Ele também afirma que autoridades eleitorais, especialistas em segurança digital e agências de checagem rejeitaram teorias sobre manipulação eleitoral por meio da empresa.

O documentário estreou nesta terça-feira no Festival de Veneza, com uma ovação de pé de cinco minutos. A produção tem quase quatro horas, e a chegada aos cinemas dos EUA está prevista para 16 de outubro.

A produtora Jigsaw defendeu o longa como uma investigação factual sobre uma figura pública poderosa e afirmou que o debate é protegido pela Primeira Emenda da Constituição americana. O aviso também foi dirigido à HBO, à Bleecker Street e à Universal.

Musk não concedeu entrevista. O filme reúne depoimentos de Justine Musk, Errol Musk, Ashley St. Clair e Martin Eberhard, cofundador da Tesla, e apresenta o empresário como um avatar que reproduz declarações do Musk real. No X, antigo Twitter, Musk chamou a produção de falsa e afirmou: “É uma tentativa de difamação que erra o alvo e comete o pecado fatal de ser chato por 4 horas”.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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