São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Maringoni vê discurso de Lula na ONU como referência para reta final da campanha

Professor da UFABC avalia que o pronunciamento foi o melhor de Lula no mandato, mas diz que discurso, sozinho, não garante votos.

Maringoni vê discurso de Lula na ONU como referência para reta final da campanha

O discurso de Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi avaliado por Gilberto Maringoni, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), como o melhor realizado pelo presidente durante este ano de mandato. Para o analista, o pronunciamento deveria servir de referência para a reta final da campanha.

Maringoni afirmou que Lula foi mais direto ao abordar a posição dos Estados Unidos e a intervenção do país no continente, além de tratar da inteligência artificial. Na avaliação do professor, o discurso do ano passado ficou restrito a generalidades. Ainda assim, ele disse que o presidente poderia ter feito uma denúncia mais forte sobre o sequestro de Maduro na Venezuela.

Campanha e cenário eleitoral

Segundo Maringoni, a campanha petista enfrenta dificuldades por causa da frustração de parte do eleitorado com promessas de 2022 que não foram cumpridas. Ele citou a reestatização da Eletrobrás, a estatização das refinarias, a revisão da reforma trabalhista e a promessa de picanha e cerveja para todo mundo. Também mencionou a ausência de uma política de retomada dos estoques reguladores.

O professor avaliou que o discurso pode consolidar tendências, mas não necessariamente transformar a intenção do eleitor. Para ele, o voto depende de ações de governo relacionadas a comida, dinheiro no bolso e perspectiva de futuro. O cenário mais provável, segundo sua análise, é a passagem de Lula e Flávio Bolsonaro para o segundo turno, com ligeira vantagem de Lula. Uma vitória no primeiro turno, em 4 de outubro, seria possível, mas muito pequena.

Maringoni também apontou que a interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras já é concreta. Ele citou a reunião do Escudo das Américas, realizada na terça-feira, e o documento que classificou 24 organizações criminosas como narcoterroristas, incluindo o PCC e o Comando Vermelho. Na avaliação dele, o texto abre espaço para intervenções militares no Brasil.

Sobre a escala 6×1, o professor disse que o governo demorou a apoiar a proposta. A mobilização ganhou força com a campanha Vida Além do Trabalho, associada à campanha eleitoral de Rick Azevedo, vereador do PSOL do Rio de Janeiro, em 2024. Érika Hilton apresentou um projeto no Congresso, mas, segundo Maringoni, a retomada pelo governo ocorreu apenas no início de 2026.

Na crise do STF, ele citou a relação de ministros com o Banco Master e Daniel Vorcaro. Para o professor, o governo deve manter distância do caso, que classificou como uma crise institucional concentrada na direita e no entorno de Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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