São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Mundo

Em Metz, Leão XIV pede respeito a migrantes e critica corrida militar

Pontífice defendeu diálogo, direito internacional e integração de migrantes durante discurso na França sobre o futuro europeu.

Em Metz, Leão XIV pede respeito a migrantes e critica corrida militar

O papa Leão XIV defendeu a integração de migrantes e refugiados e afirmou que o direito internacional e o multilateralismo podem conter tentativas de dominação. As declarações foram feitas nesta segunda-feira (28), em Metz, na última etapa de sua viagem à França.

No discurso, o pontífice criticou a “ilusão do rearmamento”, enquanto países europeus ampliam os gastos militares diante de uma Rússia que classificou como cada vez mais desafiante. Também afirmou que a guerra voltou ao continente e provoca vítimas civis diariamente, retomando uma expressão usada pelo papa Bento XVI.

Leão XIV pediu que os países europeus retomem um diálogo paciente, tenham coragem para negociar e aceitem abrir mão de algumas posições em favor da paz. Para ele, as relações entre pessoas e Estados estão se tornando mais bárbaras, com a desvalorização da palavra dada e a presunção de mentira e engano.

A escolha de Metz

A cidade foi escolhida por sua relação com a história europeia. Metz foi disputada por França e Alemanha entre o fim do século XIX e a Segunda Guerra Mundial. A região também é o local de nascimento de Robert Schuman (1886-1963), um dos chamados pais fundadores da União Europeia, cujo processo de beatificação foi iniciado pelo Vaticano.

O papa disse que a Europa pode interromper a espiral de conflitos por meio do respeito ao outro, princípio que, segundo ele, o continente soube cultivar e preservar. Também associou o enfraquecimento do projeto europeu à crise política provocada pela chegada de migrantes, pela saída do Reino Unido e pelas divergências sobre a postura diante de Vladimir Putin.

Antes do discurso, o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a retomada da coragem dos pais fundadores e rejeitou o isolamento e o retorno dos nacionalismos. O gabinete da presidência francesa informou que os dirigentes dos 27 países da União Europeia e das instituições comunitárias foram convidados, mas apenas representantes de Luxemburgo e do Sarre compareceram.

Durante a viagem, eventos em Paris e no santuário de Nossa Senhora de Lourdes reuniram 1,3 milhão de fiéis, segundo o Vaticano. A sete meses da eleição presidencial na França, Leão XIV também pediu governantes sábios e generosos, capazes de enfrentar desafios e servir ao bem comum.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.