São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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AfD pode conquistar governo estadual na Alemanha pela primeira vez desde 1945

Partido de extrema direita é favorito na eleição deste domingo em Saxônia-Anhalt, no leste alemão.

AfD pode conquistar governo estadual na Alemanha pela primeira vez desde 1945
Foto: John Macdougall/Afp

A Alternativa para a Alemanha (AfD) pode vencer neste domingo a eleição em Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha. Se obtiver a maioria absoluta das cadeiras, o partido se tornará a primeira legenda de extrema direita a governar um estado alemão desde 1945.

A comissária do governo federal para o leste, Elisabeth Kaiser, relaciona a força da AfD às diferenças econômicas e políticas que continuam entre as antigas regiões comunistas e a parte ocidental do país, quase 40 anos após a reunificação. Kaiser é deputada e nasceu na Turíngia.

Economia e imigração

Desde a reunificação, em 1990, os investimentos no leste cresceram e o desemprego caiu em relação ao pico registrado na década de 1990. As disparidades de riqueza, porém, permanecem. Para Kaiser, os governos não resolveram diferenças ligadas, principalmente, à herança econômica.

A estagnação, as privatizações realizadas depois da reunificação e a saída de moradores nas décadas de 1990 e 2000 contribuíram para um sentimento de abandono entre parte da população. A AfD explora esse ambiente com um discurso revanchista e a defesa do fechamento das fronteiras.

A imigração é menos presente no leste do que no restante da Alemanha, e o contato histórico com estrangeiros foi mais limitado. Kaiser afirma que a Alemanha Oriental não tinha uma sociedade de imigração e que havia racismo, apesar do discurso oficial de amizade entre os povos. Ela também diz que a imigração é importante para a economia e os serviços públicos: um em cada cinco médicos de Saxônia-Anhalt é imigrante ou tem origem imigrante.

Passado comunista e política externa

Kaiser alerta para a idealização do período comunista, fenômeno conhecido como Ostalgie, ou nostalgia do leste. A motocicleta Simson, símbolo da antiga Alemanha Oriental, é usada na campanha de Ulrich Siegmund, principal candidato da AfD no estado.

Eleitores mais velhos associam o regime à segurança, uma das bandeiras do partido. Na avaliação de Kaiser, essa sensação estava ligada ao controle e à vigilância do período.

Na política externa, a AfD defende uma aproximação com a Rússia, mesmo após a invasão da Ucrânia e os ataques em território alemão atribuídos a Moscou. A posição encontra receptividade no leste, onde Kaiser identifica um antiamericanismo acentuado.

Para a comissária, o avanço da AfD deve funcionar como um alerta para toda a Alemanha. Ela rejeita a ideia de interromper os subsídios ao leste, defendida com frequência pelo partido conservador do chanceler Friedrich Merz. A sobretaxa criada em 1991 para reduzir as diferenças entre as regiões é chamada de Soli.

Kaiser afirma que o corte dos recursos reforçaria a imagem de vítima adotada pela AfD. Embora o partido ainda esteja distante de governar um estado no oeste, seus resultados eleitorais nessa parte do país também avançaram.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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