Sylvia Anjos afirmou que a Petrobras está concentrando esforços na expansão de reservas na costa africana e avalia blocos disponíveis para futuras rodadas de oferta. A diretora de Exploração e Produção falou nesta quarta-feira (23), durante a ROG.e 2026, evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
A executiva também disse que a estatal mantém conversas com a ExxonMobil para dividir esforços na busca por licenças ambientais para áreas na Bacia da Foz do Amazonas. A ExxonMobil já possui o levantamento sísmico dos blocos em que atua como operadora.
Nos blocos FZA-M-1040, FZA-M-1042, FZA-M-188, FZA-M-190 e FZA-M-403, a Petrobras será a operadora, com participação de 50% da ExxonMobil. A estatal espera autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para essas áreas.
A configuração se inverte nos blocos FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621: a ExxonMobil será responsável pela operação, enquanto a Petrobras terá 50% de participação. A proposta em discussão prevê que a operadora também peça licença para os poços em que a outra empresa participa.
A Petrobras informou ainda que integra o grupo de empresas atendidas pelo levantamento sísmico 3D contratado da SLB e da Shearwater GeoServices. A Chevron também participa desse conjunto e avalia uma área a aproximadamente 130 quilômetros do poço exploratório Morpho.
A estatal já tem autorização do Ibama para perfurar três poços próximos a Morpho e espera o licenciamento de outros cinco em blocos adjacentes ao FZA-M-59. No momento, o foco está em Manga, Crotalus e na extensão de Morpho. Para avançar no poço pioneiro da Margem Equatorial, Sylvia disse ser necessário confirmar a viabilidade comercial do óleo e, depois, definir etapas como a estrutura logística.
Sobre a estratégia internacional, Sylvia afirmou: “Eu não estou olhando muito para a Venezuela. Estou olhando para a África, estudando todos os blocos disponíveis para estarmos prontos para os próximos bids”. No mesmo dia, a Petrobras divulgou um memorando de entendimento com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), de Moçambique, e, na semana anterior, assinou oito contratos de partilha de produção na Costa do Marfim.
Na Colômbia, continuam os estudos sobre a descoberta de acumulação de gás no poço exploratório Sandia-1, no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas. A companhia informou que avalia um projeto sem plataforma, com transporte do gás por gasodutos até o terminal.




