SÃO PAULO — Itália e Brasil formarão um grupo de trabalho para ampliar o comércio bilateral, com reuniões anuais entre os dois governos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (9) pelo ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, durante um encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, participou do evento.
Tajani afirmou que o Brasil está no centro da estratégia italiana de diversificação de mercados e aumento das exportações. A agenda está ligada ao acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que a Itália apoia como forma de ampliar os negócios com o bloco sul-americano.
Antes do início do encontro, o chanceler disse a jornalistas que a missão empresarial italiana no Brasil reúne 100 empresas. Segundo ele, a delegação é a maior desde a assinatura do acordo e pretende transformar em medidas concretas a decisão europeia de aprovar o pacto com o Mercosul.
Comércio e exportações
Tajani informou que o intercâmbio comercial entre Itália e Brasil cresceu 55,7% nos últimos anos. A expectativa apresentada pelo ministro é de continuidade da expansão, a um ritmo de cerca de 4% ao ano nos próximos anos.
Nos primeiros meses depois do acordo, a corrente comercial — soma de exportações e importações — já avançou 22%, de acordo com o chanceler.
A meta italiana também inclui elevar as exportações do país para 700 bilhões de euros no curto prazo. O valor é comparado a um patamar próximo de 650 bilhões de euros.
Para Tajani, o tamanho da missão empresarial sinaliza a prioridade política e econômica atribuída ao mercado brasileiro. O grupo de trabalho foi apresentado como parte da estratégia italiana para manter o crescimento do intercâmbio e ampliar a presença no Brasil.



