Declarações de Donald Trump sobre o Irã acompanharam a melhora dos ativos de risco na tarde desta terça-feira. O presidente dos EUA disse que o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico aumentou e que representantes americanos se reuniram com integrantes do Irã na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele classificou a conversa como “muito produtiva” e afirmou, na última hora do pregão, que o Irã “vai fazer algo de bom”.
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos. O índice chegou a 187.671,74 pontos na máxima da sessão. O giro financeiro foi de R$ 22 bilhões. Com o resultado, acumula valorização de 5,64% em setembro e avanço de 16,3% no ano.
A queda do petróleo reforçou o movimento. O barril do Brent recuou 1,09%, para US$ 99,25, na quinta sessão consecutiva de baixa, ficando abaixo de US$ 100. O recuo diminui os temores de pressão sobre a inflação e de manutenção de juros elevados nas economias desenvolvidas, especialmente nos EUA.
Petróleo e cenário externo
Para Daniel Miraglia, economista-chefe da Integral Group, a possibilidade de um acordo de curto prazo entre Trump e o Irã pode aliviar os preços do petróleo. Ele afirmou que uma cotação acima de US$ 100 é inflacionária, pressiona as taxas americanas e aumenta a chance de uma política monetária mais dura.
No mercado brasileiro, os investidores aguardam novas pesquisas eleitorais sobre Flávio Bolsonaro (PL), que aparece tecnicamente empatado com o presidente Lula (PT) nos levantamentos citados. A expectativa de alternância de poder e de uma agenda mais fiscalista tem levado investidores a assumir mais risco na renda variável.
Matheus Spiess, economista e estrategista da Empiricus, disse que o mercado espera definições sobre a guerra entre EUA e Irã e novas pesquisas que indiquem maior possibilidade de ajuste fiscal. Até esses sinais, avaliou, os movimentos tendem a ser mais contidos.



