São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Empresas ligadas a Milton Leite e parentes têm capital de R$ 52 milhões

Registros da Jucesp mostram o ex-vereador como sócio ou administrador de cinco empresas da família, alvo de investigações sobre o transporte de São Paulo.

Milton Leite e família são sócios de empresas que somam mais de R$ 52 milhões de capital

Empresas ligadas a Milton Leite, sua mulher e seus filhos registram capital social de R$ 52.017.422,00 milhões, conforme dados da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp). O ex-presidente da Câmara Municipal está preso temporariamente em uma investigação sobre a infiltração do PCC no sistema de transporte da capital paulista.

Leite aparece como sócio em cinco empresas. A maior delas é a Planevia Planejamento, Projetos e Consultoria Técnica, com capital social de R$ 34.417.422,00. Registros da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios apontam o ex-vereador como sócio-administrador. Seus filhos Alexandre Leite e Milton Leite Filho constam como administradores.

A estrutura também inclui Neumax Atlantica SPE LT, com capital social de R$13 milhões. A empresa tem como sócia majoritária a Neumax Construtora e Incorporadora, cujo capital social é de R$1 milhão. Milton Leite aparece como administrador das duas companhias.

Relações com empresas de transporte

O patrimônio e as relações comerciais do grupo familiar são acompanhados por investigadores em apurações sobre desvios no sistema de transporte coletivo de São Paulo. A Neumax mantinha contratos de locação de um conjunto industrial e de um imóvel com a Transwolff, operadora do transporte coletivo da capital paulista, por R$ 812 mil mensais.

O Ministério Público de São Paulo apontou um "estreito relacionamento" entre Milton Leite e a cúpula da empresa de ônibus, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o crime organizado.

Também constam na relação a Lesimo Sondagens, Projeros e Construções LTDA, com capital de R$600 mil, e a Sorocaba Neumax SPE LTDA, com R$3 milhões de capital social.

A prisão temporária foi determinada pela Justiça paulista em investigações sobre o avanço de organizações criminosas em concessões públicas e contratos de transporte na cidade. A defesa de Leite pediu habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça, alegando inocência e comorbidades de saúde. A defesa também foi procurada e aguardava retorno.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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