JOINVILLE — A Docol se tornou a maior exportadora de metais sanitários da América Latina e mantém presença em mais de 35 países. A empresa, conhecida pela fabricação de torneiras, também produz louças sanitárias, soluções em aço inox e equipamentos voltados à recuperação muscular.
Fundada em 1956, em Jaraguá do Sul, a companhia foi transferida em 1958 para Joinville, no Norte de Santa Catarina. Atualmente, reúne mais de 2,6 mil trabalhadores, quatro parques fabris e um portfólio com mais de 3 mil produtos.
Inovação como estratégia
A empresa afirma que design e inovação estão entre os principais fatores por trás do desenvolvimento dos produtos. O catálogo inclui torneiras com comando por voz ou aproximação, banheira de imersão gelada, banho com controle digital, monitoramento de consumo, purificação da água com ozônio e sauna infravermelha.
“Isso é muito importante para a marca. Fazer primeiro, arriscar, dar o primeiro passo, estar preparado”, disse Fábio Campanha, gerente de inovação da Docol.
Segundo Campanha, a atuação em diferentes mercados exige adaptações nos materiais, nas ligas metálicas, nas normas técnicas, na performance e no design. Os produtos vendidos na Ásia, na América e na Europa podem ter características estruturais diferentes.
A Docol acumula mais de 321 patentes e fabrica cerca de 17 milhões de peças por ano. A companhia investiu 25 milhões de reais em pesquisa, desenvolvimento e inovação somente em 2025. Também incorporou soluções para reduzir o consumo de água.
Exportações e eficiência hídrica
Para Guilherme Bertani, presidente da companhia, a exportação exige oferecer produtos com diferencial e qualidade. “O fundamental é oferecer um produto que tem um diferencial, que tem uma qualidade e aproveitar o que o Brasil tem de melhor”, afirmou.
A eficiência hídrica também integra os processos produtivos. A empresa foi uma das primeiras indústrias brasileiras a tratar a água usada na produção, ainda na década de 1980.



