A atualização do CadÚnico é necessária para que os beneficiários recebam o novo valor do Bolsa Família, que estará disponível a partir do calendário de outubro. O piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691, conforme o reajuste anunciado pelo governo federal.
A exigência de manter o cadastro atualizado não se limita ao pagamento do valor reajustado. Essa é uma das regras para a concessão e a manutenção mensal do benefício. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome utiliza exclusivamente os dados do CadÚnico para conceder e manter os pagamentos.
Quem pode receber
O reajuste não criou novas regras para entrar no programa. Para ter acesso ao Bolsa Família, a renda mensal deve ser de, no máximo, R$ 218 por pessoa da família, além da inscrição no CadÚnico. As informações registradas passam por cruzamento nos sistemas federais da Dataprev.
O governo anunciou um aumento de 15,04% nos repasses. Com isso, o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Planejamento. O piso, por sua vez, terá acréscimo de quase R$ 100.
Quando começa o pagamento
Os depósitos com o novo valor começam em 19 de outubro, data de início das transferências do Bolsa Família referentes a outubro. Os pagamentos de setembro ainda serão feitos sem o reajuste. O calendário segue o Número de Identificação Social do beneficiário, com os titulares de NIS final 1 recebendo primeiro.
O reajuste foi anunciado na quinta-feira, às vésperas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Para continuar no programa e receber os pagamentos mensais, os beneficiários devem manter no CadÚnico as informações corretas e atualizadas.



