O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, com validade a partir de outubro. O piso do programa subirá de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777, conforme o Ministério do Planejamento.
Os pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro, no início do calendário do Bolsa Família do mês. O custo do reajuste será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto estimado pelo governo é de R$ 22 bilhões.
Segundo o Ministério do Planejamento, o aumento recompõe a inflação acumulada desde o início do governo Lula, em 2023, até agosto. Desde o relançamento do programa, em março de 2023, não havia ocorrido reajuste.
Calendário de setembro
Os pagamentos de setembro começaram nesta quinta-feira e seguem o final do Número de Identificação Social (NIS) do beneficiário. O cronograma é: final 1 em 17 de setembro; final 2 em 18 de setembro; final 3 em 21 de setembro; final 4 em 22 de setembro; final 5 em 23 de setembro; final 6 em 24 de setembro; final 7 em 25 de setembro; final 8 em 28 de setembro; final 9 em 29 de setembro; e final 0 em 30 de setembro.
Critérios e adicionais
Para participar do Bolsa Família, a renda mensal deve ser de, no máximo, R$ 218 por pessoa da família. A inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) é obrigatória, mas não garante entrada automática no programa. Depois do cadastro, a família passa por uma análise para verificar se atende às regras.
O cálculo começa pelo Benefício Renda de Cidadania, de R$ 142 por integrante do domicílio. Há ainda adicional de R$ 150 para cada criança de zero a seis anos. O Benefício Variável Familiar acrescenta R$ 50 para cada gestante, nutriz e criança ou adolescente de sete a 18 anos da família.



