LIMEIRA — Dois homens morreram após uma abordagem de policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), da Polícia Militar de São Paulo, na tarde de quarta-feira (2/9), no Jardim Ouro Verde, em Limeira. A corporação e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmam que houve troca de tiros.
Imagens de uma câmera de segurança mostram três viaturas cercando um Jeep/Renegade. O condutor abre as portas com as mãos para cima, em sinal de rendição. O vídeo não permite verificar se houve disparos feitos pelos ocupantes do veículo.
A gravação também mostra que a sirene das viaturas e a voz de abordagem foram acionadas somente depois dos tiros. A PM informou que o motorista teria apontado uma arma para os agentes e que o passageiro também estaria armado.
Versão policial
No resumo da ocorrência, a PM afirma que o passageiro portava uma pistola calibre .380 e tentou investir contra os policiais durante o desarme do motorista. Segundo a corporação, houve nova investida e um agente teria visto o suspeito com a arma em punho ao abrir a porta do carro.
O veículo havia sido roubado em 27 de agosto, em Americana, e estava com as placas adulteradas, conforme constatado pela perícia. O resgate chegou às 17h40, e a equipe de perícia chegou às 19h35. Os dois homens morreram no local.
Em nota, a SSP disse que os militares tentaram abordar o carro depois de localizá-lo e foram alvo de disparos. As armas dos suspeitos e dos policiais foram apreendidas para perícia. As imagens das câmeras operacionais portáteis serão analisadas.
O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e localização e apreensão de veículo no Plantão da Delegacia Seccional de Limeira. As polícias Civil e Militar apuram as circunstâncias.
Questionamentos sobre a abordagem
Os advogados Fellipe Vinicius Silva e Ruy Arruda questionaram a conduta dos policiais. Silva afirmou que o procedimento mostrado no vídeo não corresponde ao padrão de abordagem, porque o veículo foi cercado sem ordem de parada e com os sinais luminosos desligados.
Os dois também disseram que o posicionamento das viaturas e o uso dos escudos podem ter impedido o registro da ação pelas câmeras corporais. Arruda classificou o episódio como “uma execução a céu aberto, à luz do dia”.



