São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rick deixa mais de 600 músicas e quatro décadas de trajetória no sertanejo

Cantor morreu aos 59 anos em acidente de helicóptero em Urubici, na Serra de Santa Catarina; causas são investigadas.

Rick deixa mais de 600 músicas e quatro décadas de trajetória no sertanejo

Rick morreu aos 59 anos em um acidente de helicóptero em Urubici, na Serra de Santa Catarina. O cantor viajava para São Joaquim, onde teria um almoço com o prefeito da cidade, na segunda-feira (21). As cinco pessoas a bordo morreram.

Com mais de 600 músicas registradas em seu nome e 40 anos de carreira, Rick construiu uma trajetória ligada a diferentes fases da música sertaneja. A formação artística teve influência do pai, também compositor, ainda no interior do Tocantins.

Dupla com Renner

Ao lado de Renner, Rick levou suas canções a todo o Brasil. Composições suas chegaram às vozes de Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo, Gino & Geno e João Paulo & Daniel.

A dupla nasceu em Brasília, no Distrito Federal, em meados dos anos 1980. Os dois começaram em bares e gravaram um LP independente. Depois de serem apresentados ao produtor Manoel Nenzinho Pinto por Zezé Di Camargo & Luciano, chegaram à gravadora Continental.

O primeiro disco reuniu faixas como “Preciso te Encontrar”, “Você Decide” e “Mal de Amor”. A consagração veio em 1998, com o álbum Mil Vezes Cantarei, que trouxe “Ela é Demais”, a música mais ouvida da dupla nas plataformas de streaming.

Até 2007, Rick & Renner haviam vendido mais de 7 milhões de discos e faziam cerca de 150 shows por ano. No fim de 2010, após cerca de 25 anos juntos, 16 CDs e dois DVDs, anunciaram uma pausa. Rick passou a usar o nome artístico Rick Sollo e lançou os álbuns Pronto pra te Amar (2011) e Foi Deus… (2015).

O reencontro ocorreu em 2018, com o CD Seguir em Frente e uma turnê de mesmo nome. Em 2020, durante a pandemia, a dupla fez lives beneficentes que somaram mais de 4 milhões de acessos. Nos últimos anos, lançou “Estou Aqui!” (2024), “Porque o Bruto Chora” (2025) e “O Caçador” (2026).

Acidente e investigação

A aeronave decolou da Costa Esmeralda, em Porto Belo, às 11h. Duas horas depois, perdeu comunicação com as torres de controle em meio a chuva e vendaval em municípios catarinenses. Por volta das 16h, o Corpo de Bombeiros foi acionado. Os destroços foram localizados no dia seguinte, após buscas da Polícia Militar, da Força Aérea Brasileira e dos bombeiros.

Também estavam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o copiloto Leopoldo Barros Teixeira e o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo. A Polícia Civil abriu inquérito, e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos investiga as possíveis causas.

Ainda não foram determinados o horário exato da colisão, o trajeto feito pela aeronave ou eventual tentativa de pouso. Também será verificado se houve falha em algum componente e se alguma conduta humana contribuiu para o acidente.

A viúva, Geralda Helena, relembrou os 42 anos de relacionamento e a família formada pelo casal, com dois filhos e quatro netos. O sepultamento de Rick ocorreu em Sorocaba, São Paulo, na quinta-feira (24), em cerimônia fechada para familiares e amigos. A última apresentação divulgada da dupla foi em Sorriso (MT), em 19 de setembro, dois dias antes do acidente.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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