SÃO PAULO — O ônibus que caiu em uma ribanceira em Cruzeiro, no interior de São Paulo, transportava 48 pessoas em uma excursão de Minas Gerais para Aparecida (SP) e estava sem autorização válida da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), informou a Polícia Militar. A autorização estava vencida no momento da viagem.
O acidente ocorreu no domingo, 20, por volta das 5h15, na Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-052), no Vale do Paraíba. O veículo despencou de uma ribanceira de aproximadamente 15 metros e parou depois de atingir uma árvore. Seis pessoas morreram, e dezenas de passageiros foram levados a hospitais de Cruzeiro, Lorena e Guaratinguetá.
Investigação
O ônibus, de placa BXF-8324, constava na base de dados da ANTT em nome da Meteoro Transportes Coletivas Ltda. A excursão era organizada pela Botelho Viagens, empresa de propriedade do motorista Lammounier Domingos Botelho Naves.
A polícia investiga as condições de manutenção do veículo e as circunstâncias da queda. Segundo o delegado Rubens Melo, responsável pelo caso, foram identificados pneus desgastados e irregularidades no cronotacógrafo. Também é apurado se o ônibus estava acima do limite de velocidade permitido no trecho.
O secretário de Segurança de Cruzeiro, Claudio Yuri Chaves da Silva, afirmou que o motorista relatou ter perdido a capacidade de reduzir a marcha durante a descida da serra. Ainda segundo o relato, os freios falharam após serem acionados, e o condutor perdeu o controle da direção. A polícia investiga essa versão.
Naves foi preso depois de receber atendimento médico, sob suspeita de homicídio culposo. Em vídeo publicado nas redes sociais no fim de julho, ele mostrou detalhes do ônibus envolvido e o chamou de “nave”. As imagens aparentam mostrar pneus bastante desgastados, condição que também foi apontada pelo delegado entre os problemas de manutenção identificados no veículo.




