LAGUNA — A água derrubou parte do muro de uma igreja e arrastou redes de pesca e equipamentos durante um meteotsunami no litoral de Santa Catarina. Algumas embarcações foram deslocadas, mas todas já foram recuperadas. Não houve feridos nem danos maiores às estruturas dos ranchos, informou a Defesa Civil de Laguna.
O fenômeno ocorreu na segunda-feira (21) na Praia do Cardoso, em Laguna, e também atingiu outras áreas do município, Jaguaruna e Imbituba. A primeira ocorrência registrada na região havia sido em novembro de 2023, na mesma praia.
Como o fenômeno foi confirmado
Segundo a Defesa Civil estadual, o tsunami meteorológico é raro e difícil de prever. A confirmação ocorreu com o uso de radares meteorológicos, imagens de satélite, registros de marégrafos e câmeras de segurança instaladas na faixa litorânea.
O órgão informou que uma linha de instabilidade no Litoral Sul, com nuvens alinhadas à frente da chuva, provocou rajadas de vento sul entre 60 e 90 km/h. A combinação dos ventos com alterações na pressão atmosférica coincidiu com uma elevação rápida do nível do mar por volta das 6h, registrada pelos marégrafos de Imbituba e Laguna.
Também chamado de meteotsunami, o evento está associado a formações de tempestades e faz o mar avançar mais rapidamente e com maior violência do que nas ressacas. Apesar do nome, é mais fraco que os tsunamis de origem sísmica, geralmente ligados a terremotos.
As três cidades atingidas não precisaram de apoio. Em Santa Catarina, 11 municípios decretaram Situação de Emergência por causa das chuvas fortes. Porto União registrava 203 pessoas desabrigadas, 241 desalojadas e 135 famílias afetadas; cinco abrigos foram abertos.
A previsão indicava melhora das condições climáticas, apesar do frio até a sexta-feira, com temperaturas próximas de zero. O mar seguiria agitado nesta quarta-feira e deveria melhorar a partir de quinta (24) no litoral norte. No litoral central e sul, o risco permanecia moderado, com ondas de até 2,5 metros.




