São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Investigação aponta negociação de armas e cocaína por supostos laranjas do PCC

Decisão judicial cita conversas sobre fuzis, coletes balísticos e cerca de 200 quilos de pasta-base de cocaína.

Investigação aponta negociação de armas e cocaína por supostos laranjas do PCC

A decisão judicial que autorizou a operação desta quinta-feira (17) cita conversas atribuídas a supostos laranjas do PCC sobre a negociação de fuzis, coletes balísticos e cerca de 200 quilos de pasta-base de cocaína. O documento ressalva que a investigação ainda está em andamento e não resultou em conclusões ou condenações.

As conversas envolveriam Claudionor Aparecido Sabino Tomaz e outros investigados. Tomaz é sócio de José Daniel Satilite na Translider, empresa de ônibus de Cubatão (SP). Segundo a polícia, os dois atuariam como laranjas da facção no setor de transportes.

Em uma das mensagens, a expressão “óleo para produzir ouro branco” foi interpretada pelos investigadores como referência a drogas. Os diálogos também mencionariam o receio de prisões e de substituição por outros laranjas.

Empresas e operação

A decisão afirma que Tomaz e Satilite receberiam ordens de um terceiro, chamado de “patrão”. Em mensagens, eles diriam ser laranjas do empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, dono da A2 Transportes e presidente do Esporte Clube Água Santa.

Paulo e a A2 foram alvos da operação sob suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. Os dois negam. Korek afirmou que a empresa “nunca teve envolvimento com o PCC e jamais fez lavagem de dinheiro” e declarou que os recursos vêm dos contratos e pagamentos feitos pela Prefeitura pelos serviços prestados. Ele também disse acreditar que a operação tem “forte componente político”.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) informou ter criado um grupo de trabalho para investigar contratos entre o município e empresas sob investigação. No caso da A2, a administração avalia um decreto de intervenção nos moldes das medidas adotadas com a Transwolff e a UpBus.

Batizada de Vectura Corrupta, a operação apura se empresas de transporte coletivo de municípios paulistas passaram a ser administradas por integrantes do PCC após vencerem licitações. A investigação também envolve suspeitas de corrupção de servidores públicos e de financiamento de campanhas nas eleições de 2024 e deste ano.

Foram alvo de mandados de prisão 16 pessoas. As buscas foram autorizadas em 18 endereços de São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

Milton Leite

Entre os alvos está o ex-vereador Milton Leite (União Brasil). Segundo a Justiça, ele seria o “dono de fato” da Transwolff e teria sido citado como responsável direto pela operação de empresas controladas pela facção.

Leite não foi encontrado nos endereços investigados. Ele disse estar fora da capital e afirmou que se entregaria em até 24 horas. “Nego veementemente, não conheço ninguém do PCC nessa vida”, declarou.

O ex-vereador nega as acusações e afirma que sua relação com o setor de transportes foi institucional, a pedido do então prefeito Bruno Covas. Também disse que não é dono da Transwolff, que reuniria 600 cooperados. A empresa nega a acusação.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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