São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Falhas de Cascadia e San Andreas podem gerar terremotos próximos, indica estudo

Análise de sedimentos sugere que tremores nos dois sistemas tectônicos podem ocorrer com minutos ou horas de diferença.

Falhas de Cascadia e San Andreas podem gerar terremotos próximos, indica estudo

Um estudo liderado pelo geólogo Chris Goldfinger, da Universidade Estadual de Oregon, indica que terremotos na zona de subducção de Cascadia e na falha de San Andreas podem ocorrer em sequência. A análise foi publicada na revista científica Geosphere e examinou aproximadamente 3.100 anos de atividade sísmica registrados em sedimentos marinhos.

Os dois sistemas estão na Califórnia, embora sejam estruturas diferentes. Cascadia acompanha a costa ao norte, onde placas oceânicas mergulham sob a placa Norte-Americana. Esse processo pode acumular energia para terremotos de magnitude 9 ou superior.

A pesquisa sugere uma sincronização parcial entre as falhas. Um tremor em Cascadia poderia mudar as condições de tensão na região vizinha e favorecer outro evento em San Andreas. O estudo, porém, não afirma que todo terremoto em Cascadia provoque um novo tremor na falha californiana.

Evidências nos sedimentos

A investigação começou após um erro de navegação em uma expedição, em 1999. Uma coordenada incorreta levou o navio de pesquisa para uma área 90 quilômetros ao sul do ponto previsto. Goldfinger decidiu coletar material no cânion submarino de Noyo.

A amostra apresentou uma ordem incomum de sedimentos: as camadas finas estavam abaixo, e a espessa, acima. Para os pesquisadores, essa configuração indicava dois episódios de deposição próximos no tempo, possivelmente associados a terremotos distintos.

As equipes compararam amostras de diferentes pontos da costa e usaram datação por radiocarbono. No período analisado, foram identificados 18 depósitos ligados a terremotos em Cascadia e 19 associados a San Andreas. Cerca de 10 ocorreram em datas semelhantes; outros oito apresentaram a mesma organização anômala.

Essas estruturas foram chamadas de doublets, ou camadas duplas. Em três episódios dos últimos 1.500 anos, as características indicaram que os tremores podem ter acontecido com apenas minutos ou horas de diferença.

Para Goldfinger, a possibilidade de eventos sucessivos deve ser considerada nos planos de emergência. Caso os dois sistemas se rompam em um intervalo curto, cidades poderiam enfrentar os efeitos simultaneamente, com dificuldades para o transporte de suprimentos e equipes de resgate.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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