Domingo, 6 de setembro de 2026
Mercado em tempo real
Política

Relatório da PF usado por Moraes traz hipóteses de baixa confiança sobre Mendonça

Documento interno é classificado como sem valor probatório e cita suspeitas sobre decisões de Mendonça, Alcolumbre e Jorge Messias.

Relatório da PF usado por Moraes traz hipóteses de baixa confiança sobre Mendonça

Um relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, reúne hipóteses de baixa confiança sobre a atuação do ministro André Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e aos desvios do Instituto Nacional do Seguro Social. O documento não tem autoria identificada e foi classificado pela própria PF como sem valor probatório.

O material analisa a relação de Mendonça com autoridades e afirma que ele teria concentrado medidas contra Moraes e outras pessoas, entre elas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enquanto pouparia outros investigados por razões pessoais e políticas. A PF, porém, ressalva que o relatório não autoriza providências formais nem manifestação externa.

Entre as hipóteses está a de que Mendonça tentaria enfraquecer Alcolumbre por meio de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil. A avaliação associa a iniciativa a uma suposta disputa pela presidência do Senado e a possíveis efeitos sobre pedidos de impeachment de ministros do STF. O documento também menciona uma eventual recomposição de forças no tribunal favorável à anistia dos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro. Essas conclusões são apresentadas como conjecturas de baixa confiabilidade.

Jorge Messias e a atuação no caso

O advogado-geral da União, Jorge Messias, aparece no relatório após a decisão da Advocacia-Geral da União de não recorrer contra medidas de Mendonça que restringiam atos administrativos da PF. A corporação atribuiu a decisão ao interesse de Messias em preservar a relação política com o ministro. O documento relaciona essa hipótese à rejeição de sua indicação ao STF pelo Senado em abril de 2026 e a uma tentativa de renovar a indicação.

A PF classificou essa avaliação com confiança agregada baixa e afirmou que ela serviria apenas ao monitoramento e à coleta dirigida de inteligência interna.

O relatório também diz que Mendonça teria buscado abrir investigação contra Moraes e determinado diligências de ofício, sem apresentação prévia de elementos pela PF ou pela Procuradoria-Geral da República. O documento aponta tratamento diferente em comparação com Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, mas reconhece baixa confiança por falta de comparação documental.

PF, PGR e diferença entre investigados

Paulo Gonet e Andrei Rodrigues são citados uma vez. Segundo o relatório, Mendonça teria questionado a proximidade de Andrei com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a relação de Gonet com Gilmar Mendes. As informações sobre reuniões de pressão têm confiança baixa a moderada por se basearem em relatos verbais.

A PF também afirma que Mendonça teria assumido funções de investigação nos casos do INSS e do Banco Master, incluindo a escolha de delegados e o acesso ao acervo de provas. O documento aponta ainda diferenças nos prazos de análise de pedidos de busca envolvendo Jaques Wagner, Ciro Nogueira e Cláudio Castro: nove dias, 29 dias e 75 dias, respectivamente. A própria PF ressalva que a amostra era pequena, seletiva e não controlada, classificando a hipótese como indiciária e de baixa confiança.

O relatório afirma que Mendonça atuava, nos casos, com poderes de presidência da investigação, e não apenas de supervisão judicial. Esse é um dos argumentos apresentados dentro do STF para que ele deixe a relatoria, que inclui entre os investigados o filho de Lula.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.